segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

InTeRnEt@ndo - Quadrinhos




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UM BLOG PARA QUEM AMA QUADRINHOS

por Paulo Gomes

Heróis Marvel, Família Disney, Turma da Mônica, Hanna-Barbera, quadrinhos em preto e branco do Tex e dos adultos de humor como a Rê Bordosa do Angeli e o famoso Chiclete com Banana, além do enlatado americano, mas inteligente, MAD; Fantasma, Mandrake, Luluzinha. Isso tudo vendia mais do que pipoca, sanduíche mixto e Coca-Cola entre à criançada e jovens nos anos 60, 70 e 80. Marcou (e muito!) várias gerações.
Ainda faz relativo sucesso, entretanto, sofre a inevitável concorrência da internet, TV a cabo, DVDs, video-games e outras mirabolantes magias da animação audiovisual.

Bom, quem nunca colecionou nem que fosse por três exemples um
Zé Carioca, um Tio Patinhas, um Brucutu, um Amigo-da-Onça, um Riquinho, um Homem-Aranha, um Batman, um Asterix, um Tarzan, um Almanaque Disney, um Disney Especial, uma Turma do Pererê, um Chico Bento, "que atire a primeira pedra!"

Eram Leituras que apresentavam um mundo mais leve e divertido à criançada e que lançavam sementes nos corações e na cuca de futuros adultos que certamente se tornavam cidadãos mais humanos, civilizados, solidários, com gosto pela leitura, e até mais cultos.

Grandes desenhistas, roteiristas, argumentistas estavam por trás dos grandes estúdios e exibiam suas criações aos borbotões. Era farta a galeria de personagens que pulavam dos quadrinhos para outros campos de atuação como desenhos animados e até filmes com atores que davam cara e fala aos nossos ídolos e heróis que aprendíamos a amar nos desenhos dos gibis.

Tenho saudades dessa época. As bancas de revistas eram pontos de atração e diversão para nós guris que com o tempo, transferíamos nossos interesses e leituras para outras publicações como Placar, Manchete Esportiva, Playboy, Status, Ele&Ela, sobretudo, no foco do eixo 'futebol-mulher pelada'! Comigo, assim se deu essa natural transição.

Tive uma grande coleção da Disney onde o maluco Peninha - primo jornalista do Pato Donald - e o malandro Zé Carioca, o mais brasileiro e autêntico dos personagens, eram de longe os os meus preferidos.
Época boa que só volta quando rompemos a barreira das dimensões e entramos no túnel do tempo das boas lembranças.

Para quem quiser rever pedaços desses quadrinhos, capas de muitas dessas publicações, textos e dados históricos sobre personagens e seus criadores, recomendo o Blog PLANETA GIBI - http://www.planetagibi.blogspot.com/

Vale muito a pena. Pois "se recordar é viver", recordar sendo criança é viver tudo triplamente. Exageradamente. Aliás, como as onomatopéias, símbolo dessa maravilhosa arte: Plact! Ops! Béim! Zéim! Humpf! Crás! Grrrr!!!

EM 1967 CAETANO VELOSO RECORREU AOS QUADRINHOS PARA ILUSTRAR O PESADO CLIMA QUE SE VIVIA NO PAÍS NA CANÇÃO SUPERBACANA. ALGUNS PERSONAGENS E ENRÊDOS DAS HISTÓRIAS DOS GIBIS COMO O SUPERAMENDOIM QUE DAVA SUPERPODERES AO PATETA E O TRANSFORMAVA NO SUPERPATETA, O ESPINAFRE DO POPEYE E A MOEDA NÚMERO 01 DO TIO PATINHAS SÃO CITADOS. OUÇAM A CANÇÃO:

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Minhas Musas










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LILIANE
BARRETO

ELA TEM A COR DA BAHIA,
O DENGO DA BAHIA,
A BELEZA DA BAHIA,
O TEMPERO, A DOÇURA
OS ESCANTOS, A QUENTURA...


“Deus escultor, Deus pintor... Deus perfeccionista, ‘com mania de perfeição’ (é necessário à redundância)

(...)

"O melhor da beleza da fruta é o que ainda não foi notado,
é o que não se vê, o que não se pode ser mostrado...
é o que reina nos corações e desejos,
de quem aprecia, admira, que saboreia imaginando a delícia do pecado”...


EM HOMENAGEM A ESSA GATA COLOCO DUAS LINDAS CANÇÕES. 'MORENA DOS OLHOS D'ÁGUA' COM CHICO BUARQUE E 'VOCÊ É LINDA' COM CAETANO VELOSO. OUÇAM AQUI ABAIXO.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Frases








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"Esse calor
insuportável não abranda o frio da alma...
A vida já não é tão segura e nada mais me acalma...
Ô crianças... isso é só o fim...
é só o fim"...



OUÇA A MÚSICA - SÓ O FIM - CAMISA DE VÊNUS - ÁLBUM CORRENDO RISCO - 1986

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Refletindo...


ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
POR REIZA (IZABELA REIS) *

Que reação você acha que teria a lagarta se alguém lhe contasse que ela sofreria uma mudança radical e se transformaria em outro ser total e radicalmente diferente do que é?
Acredito que entraria em paranóia imediatamente e se agarraria à folha mais próxima com todas as suas forças para, em vão, fugir à sua irremediável mutação.

Avançando nesse pensamento concluo que esta é a reação que temos ao pensar na morte. Tal qual a lagarta, que morre em seu corpo atual para se transformar em borboleta, nos agarramos à idéia do que somos de tal maneira que nos tornamos incapazes de enxergar o real sentido da inexorável mutação à qual estamos predestinados.
Como a lagarta, que precisa libertar a sua essência, aprisionada em um ser rastejante, para se transformar em algo mais evoluído e belo, para alçar vôo, acredito que nós também podemos passar pelo processo, independentemente da nossa vontade.


Presa à sua consciência limitada, é quase certo afirmar que a lagarta não conhece o futuro promissor que a aguarda. Assim como nós. Quem entre as pessoas comuns afirmaria desejar a transformação - ou a morte - já que dela depende a transmutação?
Pergunte à lagarta se ela quer ter o seu corpo transformado em crisálida e depois virar borboleta. Acho que ela responderá que não, porque provavelmente acredita que, como lagarta, ainda tem muito a fazer.

À lagarta não é dada a chance de opinar. Ela é o que é e evoluirá, queira ou não. A natureza, em sua sabedoria, não pede a opinião da lagarta. Apenas, age. Como deve ser. A lei que a rege não aceita interrupções e nem atrasos. Se algo atrapalha, ela será descartada.
Você já viu uma crisálida? Um dia, capturei uma. Queria ver a borboleta sair do casulo em que estava encerrada e conferir a mutação “in loco”. Coloquei a crisálida em um vidro fechado. Dias se passaram e em vez de uma borboleta desabrochar, vi uma crisálida brilhante murchar.
O “útero” que gestava a borboleta, sem ar, morreu, e junto com ele a promessa da transformação. A natureza, ali, foi vilipendiada. Não foi entendida na sua essência: a liberdade de ser o que é, sem interferências.

Somos lagartas que, ainda rastejantes, teimamos em desafiar a natureza, que é a maior expressão de Deus, desejando que ela se transforme para atender aos nossos desejos e ambições.
Precisamos aprender a contemplar sem ferir, a conviver sem transgredir, a usufruir sem esgotar porque nós, um dia, também seremos borboletas, se não nos encerrarmos em uma redoma de vidro, sem ar. E o nosso “ar” não entra só pelos pulmões. Nos atinge pelos olhos, pelos ouvidos, pela palavra, pelo toque, mas sobretudo pelo coração. Nenhum de nós precisa morrer crisálida. Basta apenas estender a mão. Sempre haverá uma outra mão estendida esperando pela sua. Seja para doar ou receber. Assim, nunca estaremos sós.
Um bom vôo para você, borboleta.

* Izabela Reis é jornalista, minha amiga, e uma das pessoas
mais iluminadas que conheço.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Rádio Sintonia Alternativa homenageia Personagem Folclórico da Bahia


















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MORRE ANÃOZINHO TRICOLOR,
TORCEDOR-SÍMBOLO DO BAÊA

A TORCIDA DO BAHIA QUE VEM SOFRENDO MUITO HÁ ALGUM TEMPO, FICOU AINDA MAIS TRISTE HOJE (1º DE FEVEREIRO) COM A MORTE DE EVILÁSIO FERREIRA DE SOUZA, CONHECIDO COMO ANÃOZINHO DO BAHIA.

EM SUA HOMENAGEM REPRODUZIMOS UM SPOT DE HUMOR DO PROGRAMA "JORNAL BOLA MURCHA" QUE APRESENTÁVAMOS E PRODUZÍAMOS EM ALGUMAS EMISSORAS DE RÁDIO E UMA DE TV AQUI DA CAPITAL BAIANA. CONFIRAM...




PROGRAMA "BOLA MURCHA" -

ANO: 2005
TEXTO, PRODUÇÃO E INTERPRETAÇÃO: PAULO GOMES
PRODUÇÃO SONORA E EDIÇÃO: MARQUINHO SANTIAGO


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Poetando





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MISSÃO IMPOSSÍVEL

DIZER OU TENTAR FALAR O QUE SE PASSA
NO FUNDO DE NÓS, É SEMPRE TAREFA INGRATA
QUASE QUE IMPOSSÍVEL...
POIS LETRAS E FRASES PASSAM LONGE
DOS SENTIMENTOS E SENSAÇÕES
QUE NOS INVADEM POVOAM, ALEGRAM OU ENVENENAM
NADA PODE MEDIR, RETRATAR,CODIFICAR, DESCREVER
OU EXPLICAR,
A TAREFA TERÁ SIDO EM VÃO ...
POIS O NOSSO PEITO
NÃO É UMA FOLHA DE PAPEL,
NEM NOSSO CORAÇÃO, UM PAINEL
NEM NOSSAS DORES, PALAVRAS OU TECLADOS
ONDE TUDO FACILMENTE PODE SER ESCRITO ...
DERRAMAR LAMENTAÇÕES OU EUFORIAS
SOB ÁS VESTES DA ESCRITA OU DE COMPOSIÇÕES
É COMO QUERER DESENHAR O CÉU
APENAS COM UM PEDAÇO DE GIZ
NUM CANTINHO DE CHÃO ...

Paulo Gomes, 22/12/00

domingo, 24 de janeiro de 2010

Frases


"A VIDA SÓ É DIGNA DE SER VIVIDA QUANDO SE FAZ ALGO PELA VIDA... EM VIDA!"


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

BAÚ DE RARIDADES - HENFIL


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Amigos, toda semana vamos colocar aqui nesta seção BAÚ DE RARIDADES, entrevistas históricas, fotos, programas de rádio e TV, trechos e capas de revistas, músicas, discos antológicos, etc, etc...


Para "rolarmos a bola", vamos reproduzir uma entrevista que o saudoso cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, concedeu em 1983 ao jornalista Geneton Moraes Neto.

O papo que aconteceu cinco anos antes da morte do grande desenhista, gira em torno do humor, de questões políticas e ainda traz a análise de Henfil sobre diferentes personalidades como Dom Hélder Câmara, Gilberto Freyre, Roberto Carlos, Caetano e Gil, entre outros.

Vale a pena ler e conhecer melhor essa figura que entrou para a história recente do país pela sua atuação criativa e corajosa como artista e como cidadão nas décadas de 60, 70 e 80. Henfil era um dos irmãos do sociólgo Herbert de Souza, o Betinho idealizador do programa Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, que mobilizou o Brasil nos anos 80 e 90.

O excelente site do jornalista Geneton Moraes Neto deve ser visitado e frequentado por todos. Nele constam entrevistas fantásticas com outras figuras de grandeza e importância como Chico Buarque, João Saldanha, Pelé, José Saramago, Ariano Suassuna, Oscar Niemeyer entre outros.







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HENFIL


O DIA EM QUE O CARTUNISTA HENFIL DISPAROU PETARDOS CONTRA ROBERTO CARLOS, PELÉ, GILBERTO FREYRE, FERNANDO GABEIRA, GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO

O cenário: um quarto de hotel na praia da Boa Viagem, no Recife. Henfil chega mancando de uma perna. O joelho vem incomodando de novo. É sempre assim. Mas ele já se acostumou. Quando começa a falar sobre personagens que lhe soam contraditórios, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos e Gilberto Freyre, o mais conhecido cartunista brasileiro sublinha as frases com um gesto que gosta de repetir: franze a testa e coça a barba espessa.

O Brasil é o assunto predileto de Henfil ( local de nascimento: Nossa Senhora do Ribeirão das Neves, Minas Gerais. Data: 05/02/1944). Não é para menos. Henfil nunca escondeu que enxerga em tudo o que faz um toque missionário. É provável que esta certeza venha de uma educação religiosa rígida - somente aos 21 anos, Henfil perdeu a virgindade.

Quem sabe, a consciência missionária seja resultado da convivência com a hemofilia, um aviso permanente da fragilidade do corpo. O certo é que Henfil não se dispensa do papel de militante. Ao cumprir esta função, chega a ser desmesuradamente rígido no julgamento da atuação política de outros artistas. Igualmente, não hesitou em ir morar no Rio Grande do Norte, já depois de consagrado, porque julgava indispensável a experiência de conhecer de perto o Brasil nordestino, tão diferenciado do que ele próprio chamava - ironicamente - de "Sul Maravilha". Henfil só não quer ser simplista: repete que a culpa pelas mazelas brasileiras pode até caber aos governantes - mas deve ser repartida com o povo também.

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Qual deve ser exatamente o papel do humor num país como o Brasil?

Henfil: "O humor, em geral, tem o papel de fazer rir, mas, no Brasil, há algo mais: o humor têm também o papel de conscientizar, infelizmente. É um pouco como cobram que o papel da televisão é educar ; a TV, dizem, deveria ser uma espécie de braço direito do Ministério da Educação. Infelizmente, é um pouco verdade, porque o grau de informação e consciência do povo brasileiro a respeito da cultura e dos problemas do país é pequeno.

A gente às vezes nem sabe se vive em Nova Iorque ou na caatinga. Nunca se sabe direito. Então, é uma espécie de orientação que você pode dar. Há casos como o da dívida externa. O brasileiro não sabia que a dívida externa era de 10 bilhões de dólares - saudosos 10 milhões de dólares! E foi papel do humor, naquele tempo, dizer que era esse o valor da nossa dívida"

O que você espera quando desenha um cartum? Que ele faça pensar, em primeiro lugar?

Henfll: "Eu diria que era fazer pensar. Depois, tenho a preocupação de que esse pensar doa menos. Em geral, pensar dói demais, principalmente no Brasil, a terra do FMI. Dói demais pensar. Então, este é um aspecto do humor.

Mas o humor tem também uma coisa inteligente: a inteligência do humor se situa acima da filosofia. Por quê? Porque o humor reverte a expectativa. Você nunca ri porque a coisa é simplesmente engraçada ou esquisita. Você ri porque descobre algo sobre o qual você não tinha pensado antes. É aí que você ri."

Depois que vê todo o trabalho que realizou até hoje, você acha que vale a pena fazer rir, afinal?

Henfll: "Quando ri, você relaxa e sente a despreocupação de receber uma idéia. A única forma de vencer o medo é através do humor. O riso ajuda e relaxa, para que a pessoa possa ficar inteligente. Quando estão rindo, as pessoas são mais inteligentes do que quando estão com raiva. Pode notar: a pessoa riu - e todo mundo já começa a achá-Ia mais simpática, mais inteligente e menos parecida com os vegetais e os minerais."

Quem é o personagem mais caricaturável da política brasileira?

Henfll: "Paulo Maluf é bem fácil. O general Figueiredo também é fácil fazer.
Mas o povo brasileiro é o mais fácil de caricaturar. Não sou caricaturista, mas é fácil colocar o povo dentro dos quadrinhos e dos cartuns, porque o povo é o principal responsável por tudo o que existe aí.

Há uma certa passividade do povo brasileiro - que deixa as coisas acontecerem além da conta. Tenho mais vontade de cutucar o povo brasileiro - cada um de nós - do que de cutucar aqueles que estão por cima criando caso com o povo brasileiro. A macaquice nossa de imitar neve e imitar americano o tempo todo no vestir e no cantar...

Meu Deus do céu, como é que vou poder criticar a orientação das autoridades financeiras do Ministério do Planejamento de ficar importando tudo, se, até quando não é permitido, o brasileiro vai lá fora e traz como contrabando? Nós estamos contrabandeando, em todos os sentidos, tudo o que vem de fora. Ocorre, principalmente, no Nordeste, o que é uma coisa que me atinge ainda mais, porque sou identificado com a região. O grau de desnacionalização no Nordeste é ainda maior do que em qualquer outra parte do Brasil. Dá vontade de ficar cutucando o brasileiro, principalmente o nordestino "

Quem é o personagem menos caricaturável? O que traz mais dificuldade na hora de caricaturar?

Henfil: "Para ficar coerente com o que estou dizendo, tenho dificuldade com os poderosos. Hoje, na medida em que as eleições estão surgindo e a gente vai ganhando mais condições de trabalhar e expor as coisas, é difícil você chegar e dizer, com relação aos poderosos: 'É aqui!'.

Dou um exemplo. Posso chegar e dizer: 'A culpa é do ministro Delfim Netto! Vou lascar o pau nele!'. Ora, mas existe o FMI ! E como é que vou caricaturar o FMI? Com as iniciais? Isso cansa. Parece marca de caminhão. Não dá pé. Então, já que o humor que faço é mais de conscientização, é bastante difícil mostrar ao povo brasileiro, aos leitores, quem é que realmente manda no Brasil, qual é a cara, se tem bigode, se é homem, se é mulher, se é a terceira força. O FMI é o quê? Fica difícil"

Mãe dá Ibope?

Henfil: "Mãe sempre dá Ibope. Você se refere às 'Cartas da Mãe' - que venho escrevendo desde 1977 na revista ISTOÉ. Tenho também o livro 'Cartas da Mãe'. Acontece que escrever cartas para a mãe foi a forma que descobri de falar com o leitor - não mais através de desenhos de uma forma que ele pudesse entender o que eu estava querendo. Há os que têm dificuldade de entender o desenho. Só uma geração criada com história em quadrinhos é capaz de pegar o simbolismo e saber o que é que quer dizer aquilo, esse traço assim, esse balão com três pontinhos embaixo significando pensamento...

Parti, então, para escrever carta, para facilitar o entendimento. Carta todo mundo sabe escrever - ou ler. Escrever carta para a mãe é o mínimo que cada um faz. Eu escrevo para minha mãe. Ora, todo mundo tem mãe - espero. Todo mundo tem filho. Todo mundo é mãe ou filho. Então, ou se identifica comigo porque é o filho escrevendo para a mãe ou então é o contrário.

As mulheres, em geral, se identificam com a mãe e me falam: 'Eu me identifico tanto com a sua mãe...' Já os homens me dizem: 'Eu me identifico com você!'. A linguagem da mãe é a mais acessível. Porque a mãe,afinal, é obrigada a falar com crianças de um mês, um dia. Procuro entrar na cabeça da minha mãe e escrever na linguagem com que ela falaria. É aquela linguagem de mãe: simples.

A política entra na conversa porque as mães hoje estão ficando cada vez mais politizadas. Veja o caso da Argentina. Quem desestabiliza o regime de exceção na Argentina são as mães, as chamadas Loucas da Praça de Maio "

De que político brasileiro você não compraria um carro usado?

Henfil: "Ah... (pausa). Meu Deus do céu! Eu queria saber com que carro eu ia comprar um político usado... Não compro com carro nenhum político usado! São pouquíssimos os políticos de quem eu compraria um carro usado.

Vamos facilitar: não compro carro usado por nenhum político. Mas de alguns eu até compraria. Um exemplo: Teotônio VileIa. É, para mim, o símbolo de um político que escreve carta pra mãe todas as vezes em que fala da Mãe-Pátria "

Já se disse que em épocas fechadas, como no Brasil dos anos 70, há um espaço grande para o cartum político, mas, em épocas de descompressão e abertura, há um espaço maior para o cartum de costumes. Você concorda com esta interpretação?

Henfil: "Durante o período da chamada fechadura, é como na Igreja. Qualquer coisa que você faz na Igreja, engraçada ou pesada, todo mundo fica em silêncio, falando baixinho. Tudo o que se faz ali é significativo. Diziam-me: 'Que cartum genial que você fez! Você denunciou bem!'. Ora, eu não tinha denunciado nada. Era apenas um cartum que eu tinha bolado. Mas, naquele silêncio todo, as pessoas acham logo que o cartum foi feito cheio de significados.

É bom para o cartunista ficar cheio de significados secretos e trabalhar em fechadura. Mas a maioria do povo não entende! Fica uma espécie de Língua do P. Só quem sabe que existe um indício de problema numa área como repressão ou dívida externa vai achar segundas intenções em determinado cartum. A maioria, realmente, nem entende! O humor brasileiro, tão popular até a época de Juscelino Kubitscheck, Jânio Quadros, com Carlos Estêvão, o Amigo da Onça, Millôr Fernandes daquele tempo, Ziraldo, tinha um grande alcance. Depois, não teve alcance popular. Humorista ficou coisa de elite intelectualizada e informada. Se não fosse o humor na TV, o humor hoje não seria popular e estaria quase que em museus de arte moderna. Então, esse negócio de dizer que em época de repressão você fica mais criativo... Você
fica mais criativo para a fuga! Dizem: 'Cria-se mais na cadeia'. O que se cria mais em cadeia é oportunidade de fuga! Nunca vi ninguém criar nada legal e bom na cadeia."

Como é,afinal, o Brasil dos seus sonhos?

Henfil: "Ah, o Brasil.... Vou dizer uma coisa: já morei dois anos em Natal porque escolhi e quis morar, depois de ter vivido dois anos em Nova Iorque. O Nordeste parece mais com o Brasil. É aquela coisa descontraída, aquela força das pessoas convivendo e se conhecendo. Você tem grandes chances de comer, beber e cantar ainda em nossa língua, com as coisas da terra. Penso muito. Tenho um sonho: que nosso problema com o FMI, com a dívida externa, vá conduzir a uma coisa que a gente poderia até chamar de fechadura.Ou seja: : o Brasil se fechar para dentro de si próprio.

Tenho tantas saudades da língua portuguesa! Já estou cansado de falar em cheeseburger, hamburguer, overnight, open, spread, jeans, T-Shirt, essas coisas todas. Tenho saudade de falar nossa língua, cantar nossa música, comer nossa comida. Estou nesse hotel, resolvi pedir um cartola. De repente, veio cartola com queijo prato! É brincadeira? Não se respeita nem cartola mais!"

Acabou a briga entre os chamados "patrulheiros ideológicos" e a "Patrulha Odara"?

Henfil: "Primeiro é preciso esclarecer ao distinto público o que é que significa esse diabo de patrulha ideológica e Patrulha Odara.

Houve um determinado momento em que alguns críticos, principalmente de cinema e de música, começaram a criticar uma tendência havida particularmente entre os chamados baianos - que hoje são paulistas, são cariocas - de entrarem no esquema da "open-music". Começaram a fazer uma música que estava correndo em Nova Iorque, discoteca, aquelas coisas todas.

Críticos que começaram a dizer: 'Não é por aí! Cadê as raízes? Cadê a nossa música? Nós estamos pagando royalties! Para quê? Vai aumentando a nossa dívida externa!'.

Porque dívida externa não é só dólar que se pega emprestado para construir viaduto, Angra dos Reis, Itaipu, aquelas coisas, não! Dívida externa se faz a cada disco estrangeiro que se compra no país também. Os cantores chamados baianos começaram a ser pontas-de-lança da música estrangeira, principalmente a americana. Não era nem a música estrangeira em si. Que venha a música italiana, que venha a música do Haiti! Mas não: é só música americana! Como foram,todos, criticados, resolveram reagir. Disseram que era "patrulhamento ideológico". Crítica virou "patrulhamento ideológico"!

Eu é que inventei que eles, os baianos, eram a Patrulha Odara, porque queriam patrulhar a crítica que se fazia. Ora, crítica é um negócio que faz todo mundo crescer. A preocupação dos chamados críticos era com o crescimento desses artistas - que são importantes. Caetano Veloso é importante. Gilberto Gil é importante. São tão bons que não poderiam estar fazendo aquilo.

Quem falava eram as pessoas que estavam interessadas no crescimento dos dois - e não na decadência. Gilberto Gil - que entrou nessa e começou a fazer discotheque - se arrebentou, inclusive comercialmente, porque não adianta. Macaquice não dá dinheiro! Só dá dinheiro para o vendedor de amendoim. O macaco não ganha nada. Agora, Gilberto Gil já vem tendo de voltar e ver que realmente errou. O que aconteceu, então, foi patrulha ideológica ou foi crítica chamada construtiva e de amigo?

Isso tudo já foi superado, justamente por um retorno e uma consciência do país inteiro - inclusive dos cantores - de que, quando você copia culturalmente qualquer outro país, faz dívida externa, paga royalty. Você não copia idéia de outro país de graça! A dívida externa deve estar em 110 bilhões de dólares. A música tem culpa também!"


O que é que significam, para você, as seguintes pessoas: em primeiro lugar, Fernando Gabeira.

Henfil: "Fernando Gabeira esteve exilado uns tempos, voltou ao Brasil, escreveu O Que é Isso, Companheiro?, Entradas e Bandeiras, Sinais de Vida no Planeta Minas, aqueles negócios.

Prestou, principalmente com o livro O Que é Isso, Companheiro?, uma colaboração imensa a todo mundo, na consciência do que aconteceu no exílio e do que aconteceu no Brasil antes de ele partir para o exterior, principalmente sob o aspecto da tristeza de um tipo de comportamento que em geral os grupos políticos têm, sejam de direita ou de esquerda. É um comportamento quase religioso, aquela coisa de magia negra, fechada, cheia de dogmas, punições e inferno. 'Você vai para o inferno se for revisionista!', aquelas coisas.

Mas há um problema com relação a Fernando Gabeira: ele chegou parecendo que tinha descoberto o Brasil! O país existe aí há quatrocentos e oitenta e tantos anos. Mas parecia que ele, Gabeira, é que tinha começado o movimento negro, o movimento dos homossexuais, o movimento feminista! É aquele negócio do sujeito que chega descobrindo tudo. É o 'Brasil Ano-Zero: Gabeira chegando ao país'. Tirando esse lado, tudo perfeito. Mas o movimento feminista tem centenas de anos no Brasil, principalmente no Nordeste, onde houve o movimento pioneiro pelo voto feminino."

Dom Hélder Câmara...

Henfil: "Dom Hélder é uma coisa contraditória. A gente tem um carinho imenso por Dom Hélder - e também um medo imenso por ter carinho por ele. Quem escolheu Dom Hélder Câmara como figura subversiva não fomos nós. Nós o escolhemos pela dedicação que tem às causas, às denúncias e, principalmente, ao povo. É um dos primeiros que fez opção preferencial pelos pobres. Mas o sistema o escolheu como inimigo número um. Dá até medo de admirá-Io, porque eles vão falar: 'Admiram Dom Hélder porque ele significa uma coisa que a gente tem de combater.' "

Gilberto Freyre...

Henfil: "Tudo no Brasil é contraditório, mas Gilberto Freyre talvez seja o mais contraditório de todos. A obra de Gilberto Freyre é voltada para o povo. É opção preferencial pelo povo. Ninguém mais do que ele talvez tenha condições de mostrar a realidade do povo brasileiro, principalmente do Nordeste. Mas há uma contradição: o comportamento político de Gilberto Freyre, quando ele não escreve ou exerce a visão sociológica, é de extrema-direita. Admiro Gilberto Freyre de um lado. Tenho medo de Gilberto Freyre por outro, porque ele é poderoso dentro do sistema. Coluna do meio."

Roberto Carlos...

Henfil: "Eu espero que você não me pergunte também sobre Pelé: dá no mesmo. Roberto Carlos - que tem um grande carisma - também é uma figura contraditória.Todo mundo tem um grande carinho por ele. É algo que transcende a música que ele faz. Não é nem questão de saber se ele canta bem ou mal. Eu - que já fui chamado de patrulheiro ideológico - nunca parei para pensar se Roberto Carlos canta bem ou se suas músicas são bonitas ou não. Roberto Carlos tem uma presença humana e se entrega à música de tal forma que não quero saber se é bonito ou feio: gosto de Roberto Carlos. Quando canta, ele se entrega; não brinca.

Mas ele tem uma dívida interna com o brasileiro. Roberto Carlos, apesar de todo o carinho que o público brasileiro lhe dá, não devolve o carinho em forma de atuação. Quando perguntam a Roberto Carlos a respeito de qualquer coisa, ele diz: 'Não; eu sou apolítico. Não sou político, não me meto em política.' Ora, todo mundo é político! Dizer 'eu não me meto em política' é a pior das políticas. 'Não tenho nada com vocês'. Como não tem? Nós batemos palmas para você! Como é que não temos nada a ver com você? Tenho uma mágoa pela não-participação de Roberto Carlos na defesa de um povo que vem se lascando."

Sônia Braga...

Henfil: "Que é que vou dizer? Sônia Braga já devolveu mais do que a gente deu a ela. Ela é aquele desejo imenso: todo mundo adora Sônia Braga. É a mulher que todo mundo gostaria de ter. Mas ela devolve. Quando a coisa pipoca por aí, Sônia Braga tem uma boa atuação, uma firmeza. Não se entrega a essa coisa de dizer 'não sei; sou atriz'. Sônia Braga é a vizinha que todo brasileiro gostaria de ter."

(1983)

ORIGINALMENTE PUBLICADO NO SITE:
www.geneton.com.br

Posted by geneton at dezembro 6, 2008 10:00 PM











AQUI A NOSSA HOMENAGEM MUSICAL A HENFIL. A ANTOLÓGICA MÚSICA "O BÊBADO E A EQUILIBRISTA" COM ELIS REGINA E NA SEQUENCIA - UMA RARIDADE - A MESMA CANÇÃO NA VOZ DOS SEUS AUTORES JOÃO BÔSCO E ALDIR BLANC QUE DIGA-SE DE PASSAGEM CANTA MUITO BEM.
"QUEM SONHA COM A VOLTA DO IRMÃO DO HENFIL... COM TANTA GENTE QUE PARTIU, NUM RABO DE FOGUETE"...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Minhas Musas

NIKKI RIO

Ela é uma das mais belas atrizes do pornô nacional. Aquilo que o compositor carioca Fausto Fawcett chamaria de "loiraça belzebu-loiraça lucifer-loiraça satanás!"
Uma autêntica Kátia Flávia!
Belíssima!!!















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NIKKI FELINA
Na selva da vida
surgem felinas,
mulheres com garras
e encantos diversos
Destrói com olhares

malditos e perversos
que se aproximam com sujas intenções
Desperta desejos - e é obvio - fomenta paixões
acende tesões
Absoluta,
Loira fatal
mulher quase perfeita
e ponto final

Paulo Gomes,
11.06.2009


OUÇAM AQUI 'KÁTIA FLÁVIA' EM DOSE DUPLA COM FAUSTO FAWCETT E COM FERNANDA ABREU. TRILHA SONORA PRA NIKKI...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tragédias em Angra e no Haiti. O ano começou do jeito que a TV adora...














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AS DESGRAÇAS, CATÁSTROFES E CENAS COTIDIANAS DA VIOLÊNCIA URBANA GARANTEM ALTOS ÍNDICES DE AUDIÊNCIA E ALIMENTAM AS SENSACIONALISTAS E EXAGERADAS MATÉRIAS DAS EMISSORAS DE TV QUE SABOREIAM LÁGRIMAS E SANGUE SEM TIRAREM OS OLHOS DOS MEDIDORES ELETRÔNICOS DO IBOPE.


NO AR: A TV TRAGÉDIA  COM O SEU "SHOW DA MORTE!"


ENQUANTO ISSO A NATUREZA SE COMUNICA DE MANEIRA CADA VEZ MAIS CONTUNDENTE, MAS OS DONOS DO PODER INSISTEM EM NÃO QUERER OUVIR OS RECADOS TÃO CLARAMENTE MANDADOS...     


OUÇAM O COMENTÁRIO ABAIXO.





domingo, 17 de janeiro de 2010



"Tragédias em Angra e no Haiti. O ano começou do jeito que a TV adora"...


Paulo Gomes

domingo, 10 de janeiro de 2010

Solidariedade no Futebol
















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WASHINGTON RECEBE O CARINHO DA AXÉ FLU

O domingo dia 10 de janeiro ficou marcado para nós torcedores do Fluminense como um dia histórico. Recebemos na sede da Torcida Organizada AXÉ FLU, de Salvador, o nosso ídolo Washington artilheiro do Fluzão nos Anos 80 e que formou com Assis a inesquecível dupla de artilheiros batizada e popularizada pelo saudoso narrador Waldir Amaral como "O Casal 20" (alusão a um famoso seriado de TV da época). Nessa passagem pelo Tricolor do Rio, Washington foi por três vezes campeão carioca (83-84-85) e campeão brasileiro em 1984.

Pois bem, o Washington que nasceu em Valença no interior baiano, passa por um momento difícil pois enfrenta uma doença degenerativa da parte motora do corpo. Ele vem recebendo o apoio da torcida tricolor que de maneira justa e bonita vem se mobilizando em eventos e campanhas para angariar dinheiro destinado a ajudar no tratamento do ex-craque.

O Washington esteve na sede da AXÉ FLU no bairro do Rio Vermelho e lá recebeu o carinho dos torcedores, além de uma bela placa de agradecimento e o dinheiro arrecadado da venda de camisas especialmente confeccionadas para a campanha.

Foi uma grande emoção para todos - como eu - que puderam conhecer de perto o grande artilheiro do Flu, pegar o seu autógrafo, tirar fotos com ele e o mais importante: lhe transmitir palavras de gratidão, carinho e incentivo para a superação do grave problema de saúde que enfrenta.

Com a estima bastante elevada e confortado pelo carinho dos torcedores, Washington foi só sorrisos e simpatia.

Valeu Washington! Tenha certeza que você driblará mais esse adversário e marcará mais um gol de placa como aqueles que você fez no nossos rivais nos doces anos 80.
Axé pra você irmão!

VAMOS AJUDAR


PARA QUE PUDER OU QUISER AJUDAR COM QUALQUER QUANTIA NO TRATAMENTO DE SAÚDE DO WASHINGTON QUE ENFRENTA UMA SÉRIA BATALHA CONTRA A DOENÇA DENOMINADA COMO ELA - ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA - QUE AFETA O SISTEMA MOTOR DO ORGANISMO, PASSAMOS OS DADOS DA CONTA POUPANÇA DA GEOVANA FILHA DO ÍDOLO TRICOLOR:

CONTA POUPANÇA 7237-0 - AGÊNCIA 2926-2
BANCO DO BRASIL (NÚMERO 001)
GEOVANA DE SOUZA SANTOS (TITULAR DA CONTA, FILHA DO WASHINGTON)
CPF 165.634.415-72

sábado, 9 de janeiro de 2010

FRASES








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"Não sou um otimista, porque o otimista
é um ingênuo. Nem um pessimista, que é um amargo.
Me considero um 'realista esperançoso'"

Ariano Suassuna

domingo, 3 de janeiro de 2010

NOSSA HOMENAGEM A CHICO ANYSIO















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AMIGOS OUÇAM ABAIXO NA RÁDIO
SINTONIA ALTERNATIVA, A NOSSA SINCERA HOMENAGEM A ESTE MONSTRO SAGRADO DO HUMOR.UM DOS MEUS ÍDOLOS: CHICO ANYSIO!



ESPECIAL - BAIANO E OS NOVOS CAETANOS


sábado, 2 de janeiro de 2010

NELSON RODRIGUES, UMA PAIXÃO PELO FLU









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O PROFETA TRICOLOR E A SUA PAIXÃO ÓBVIA E ULULANTE PELO FLUMINENSE



Amigos, tenho orgulho de ser fã de Nelson Rodrigues.
Tenho orgulho de tê-lo como um dos meus maiores ídolos.
Tenho orgulho de ser um passional e exagerado torcedor do Fluminense assim como também era Nelson.


Ao postar aqui esse vídeo abaixo ÓBVIO ULULANTE de Sérgio Sá Leitão feito para retratar a paixão homérica de Nelson pelo Fluminense, faço minha humilde, mas sincera homenagem ao maior gênio da dramaturgia e da crônica esportiva brasileira.

Abrimos assim o ano de 2010, sob a benção do grande Papa e Profeta Tricolor. Obrigado velho Nelson!
Amém!

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Campeonato Brasileiro 2009 analisado por Paulo Gomes









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FOI O CAMPEONATO DO NIVELAMENTO POR BAIXO


Minha análise sobre o Brasileirão 2009 e a escalação da minha seleção do Campeonato.
Ouçam agora em mais um BATENDO UM BOLÃO...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dom Hélder Câmara, o Santo Rebelde


UM SANTO REBELDE, UMA ALMA EVOLUÍDA!

Um documentário que mostra in natura um personagem admirável, ilustre, brilhante. Dom Helder Câmara, o Santo Rebelde de Erika Bauer é um trabalho que merece - e que deveria - ser mostrado em todas as escolas universidades, praças e vilarejos desse país e exibido pelas emissoras de TV de maior audiência em horário nobre.
Triste o país que não conhece sequer a sua história e seus filhos mais importantes do ponto de vista da bravura, da grandeza e do peso da importância dentro de contextos ricos e de alta relevância.

Recomendo a todos esse documentário que está disponível nas locadoras em DVD e na grade de programação do CANAL BRASIL, acessível nos sistemas de TV por assinatura NET e SKY.

SINOPSE
Documentário sobre Dom Hélder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, morto em 1999. O filme enfoca desde sua participação como figura central da ala progressista da Igreja Católica, na década de 1950, criando a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), até suas corajosas ações durante os perigosos anos da ditadura militar.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título Original: Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde
Gênero: DocumentárioTempo de Duração: 74 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Estréia no Brasil: 25/08/2006
Estúdio/Distrib.: Pandora Filmes
Direção: Erika Bauer

TRAILLER DO FILME:
http://www.youtube.com/watch?v=OMAx70ki66w

Reflexão - Dom Hélder Câmara


LOUCURA SAGRADA



"Sonhei que o Papa enlouquecia
E ele mesmo ateava fogo ao Vaticano
E à Basílica de São Pedro.
Loucura sagrada!
Porque Deus atiçava o fogo que os
Bombeiros, em vão, tentavam extinguir.
O Papa, louco, saia pelas ruas de Roma
Dizendo adeus aos embaixadores
Credenciados junto a ele
Jogando a Tiara ao tibre.
Espalhando pelos pobres, todos,
O dinheiro do banco do Vaticano.
Que vergonha para os cristãos!
Para que um Papa viva o Evangelho
Temos que imaginá-lo em plena loucura"...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

VER TV - O FIM DAS EMISSORAS QUE FIZERAM HISTÓRIA

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POR QUE A TV EXCELSIOR

ACABOU?...

Não foram apenas a Tupi e a Manchete que desapareceram deixando saudades. Durante 10 anos a TV Excelsior foi uma das mais modernas, inteligentes e competentes emissoras de Televisão do Brasil. Por ser nacionalista e independente foi cassada e destruída pelo Governo Militar Brasileiro imposto ao povo pelo golpe de 1964.

O programa VER TV apresentado pela TV Câmara e TV Brasil debateu o assunto, vejam dois trechos (os blocos 02 e 03) que trazem importantes depoimentos de gente que viveu e fez a TV Excelsior como o jornalista Fernando Barbosa Lima diretor de jornalismo da emissora que criou o revolucionário Jornal de Vanguarda.

Para ver e baixar todo o programa, acesse: http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp

VALE A PENA TAMBÉM VER NO MESMO SITE OS PROGRAMAS QUE ENFOCARAM A TRAJETÓRIA E DESAPARECIMENTO DAS REDES TUPI E MANCHETE.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Internetando - SIRI CATADO É O QUE HÁ!...





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TÃO BOM QUANTO A MUQUECA ...
Humor inteligente, ferino e que está sempre em cima (êpa!) dos fatos mais atualizados.
Assim é o SIRI CATADO. Blog do meu brother Johnny Souza, um dos gatilhos mentais mais rápidos do oeste soteropolitalino!
'Kid Johnny' é como se diz na Bahia e no linguajar do jogo do bicho : "Boca de 09". Sacadas inteligentes e sarcasmos competentes.

Acesse lá, dê boas gargalhadas, adicione aos seus favoritos que vale a pena. Mas não esqueça de voltar pra cá (viu aí o plágio Johnny?...)


sábado, 19 de dezembro de 2009

MINHAS MUSAS




ELISIANE BENITES, "PIU-PIU"


Ao lado de Sabrina Sato ela compõe o encanto da melhor paisagem e efeito visual do humorístico PÂNICO NA TV!.

É um dos bálsamos e colírios para os olhos nos pesados domingos prenúncio de nova semana na segunda-feira braba e cheia de realidade e novos desafios.

Morena, corpo perfeito e olhos azuis!
Tem cara de leoa, de felina... Uma mulher nota 10!


FRASES


"NAS MAL TRAÇADAS LINHAS DA VIDA
O ERRO E O FRACASSO DE HOJE, DESENHAM E PROJETAM O ACERTO E O SUCESSO DE AMANHÃ"...

Paulo Gomes