sexta-feira, 27 de março de 2009

Tubo do Tempo

'BALANCÊ' & 'PERDIDOS NA NOITE'

Nos anos 80 existia nas noites de sábado um programa de TV divertido, inteligente e surpreendente. Era o "Perdidos na Noite". Nascido no rádio com o nome de "Balancê", o projeto foi levado e adaptado para a televisão numa sugestão do repórter Goulart de Andrade.

Na Rádio Excelsior de São Paulo era apresentado ao meio-dia sob o comando de Osmar Santos e Juarez Soares com a participação dos humoristas, craques da imitações Tatá e Escova (Nelson Tatá Alexandre e Carlos Roberto Isaías "Escova"). Nas viagens de Osmar e Juarez a apresentação ficava a cargo do repórter Fausto Silva.

Na TV, o titular da apresentação ficou sendo o Faustão. O clima era o mesmo: um auditório repleto de estudantes, donas-de-casa, office-boys, jovens em geral, muita bagunça, clima de descontração, atrações inusitadas e bizarras, artistas e personalidades bem à vontade e muita improvisação para encobrir a precariedade de estrutura. Pois era exatamente a deficiência, a força do programa. A geléia geral, a zona era formada a partir disso.

Foi um sucesso. Inicialmente era transmitido apenas para São Paulo por emissoras de menor audiência e alcance como as TV's Gazeta e Record (ainda na fase Pré-IURD), conquistou posteriormente todo o público do país quando passaou a ser transmitido em rede nacional pela Bandeirantes.
A época era de redemocratização do país, e o programa era uma das trincheiras dessa causa, usando bom humor, irreverência e inteligência nas entrevistas e críticas. Tudo gravado ao vivo sem cortes, com o clima quente e a energia positiva e jovial da platéia do Teatro Záccaro.
Que saudades ...

Aqui um pouco desses dois programões que deixaram muitas saudades e a prova de que é possível termos vida inteligente na TV aberta.


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ESSE ERA O PEDRÃO, 'CARA'!!!




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PEDRO DE LARA SEMPRE FOI UMA FIGURAÇA! DESTAQUE DO CORPO DE JURADOS DO "SHOW DE CALOUROS" DO SÍLVIO SANTOS, DURANTE MUITOS ANOS FEZ SUCESSO DECIFRANDO SONHOS EM PROGRAMAS DE RÁDIO E EM COLUNAS DE REVISTAS. LANÇOU UM LIVRO DE PENSAMENTOS QUE TRAZIA PÉROLAS INTERESSANTÍSSIMAS COMO ESTA QUE SEMPRE ACHEI UM PRIMOR DE INTELIGÊNCIA E VERDADE:
"NESSE MUNDO TEM GENTE TÃO POBRE, MAIS TÃO POBRE, QUE SÓ TEM DINHEIRO"...
SÁBIO MALUCO BELEZA, O PEDRO. SEMPRE FUI FÃ DELE!
PARA OUVIR ESSA DIVERTIDÍSSIMA ENTREVISTA À TURMA DO PÂNICO NA JOVEM PAN NA ÍNTEGRA CLIQUEM NO LINK ABAIXO E FAÇAM O DOWNLOAD:
http://www.4shared.com/file/95346195/ea9818ba/C_-_Pedro_de_Lara__2003_.html

Do Baú do Raul - ANARKILÓPOLIS

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ANÁRKILÓPOLIS
VIDEOCLIPE DE UMA MÚSICA DE RAUL POUCO CONHECIDA DO PÚBLICO

Cinema - Folha Online



"Che foi meu personagem mais difícil", diz Benicio Del Toro

SILVANA ARANTES da Folha de S.Paulo

"Como se sente sendo um símbolo?", pergunta a repórter de TV ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara (Benicio Del Toro), em "Che", épico do americano Steven Soderbergh, cuja primeira parte --"O Argentino" (2h06)-- estreia hoje no Brasil. É 1964, e Che está em Nova York, onde desafiou a assembleia da ONU com um discurso afirmativo da Revolução Cubana, incluindo a execução de dissidentes: "A pátria ou a morte!".
Benicio Del Toro disse que interpretar Che Guevara foi seu trabalho mais difícil Del Toro, 42, nascido em Porto Rico e criado nos EUA, fala sobre como foi dar corpo ao símbolo Che, na entrevista a seguir, feita durante a Mostra de Cinema de São Paulo, em outubro passado.


Folha - Notou diferença ao interpretar um personagem que de fato existiu em relação aos ficcionais?
BENICIO DEL TORO - É diferente, pela responsabilidade com a história. É mais rígido. Você não pode sair da raia, porque as raias da história se mantêm.Em "The Wolf Man" (o homem-lobo), que fiz depois, podia inventar tudo. Se quisesse ficar de ponta-cabeça e falar, podia. Com Che, isso não é possível, porque se trata de um personagem histórico e nós decidimos respeitar a história.Folha - Alguns críticos avaliam que esse é "o" personagem de sua carreira. De um lado, é um elogio; de outro, soa como uma aposta de que tudo o mais será menor em seu percurso. Como se sente a respeito?
Del Toro - Sem dúvida é o papel mais importante, o mais difícil, o mais compromissado que fiz até agora --por ser latino-americano e pelo momento que vivemos. Mas não é o papel da vida de alguém, porque a vida dá voltas e a gente tem vontade de fazer outras coisas, além de ser ator. Ainda quero fazer meus próprios contos e, em algum momento, trabalhar como diretor.Folha - Em que sentido esse foi seu trabalho mais difícil?
Del Toro - Foi o mais difícil não apenas física, mas intelectualmente. O discurso dele diante das Nações Unidas é quase shakespeariano. É um espanhol muito intelectual, por isso é difícil. Esse personagem exige uma fusão de talentos, como se você tivesse que ser Gregory Peck e Steve McQueen, juntos.Outra coisa difícil foi a pesquisa. Como os atores gostam de fazer pesquisa, neste caso era um trabalho infinito. Sei muito sobre Che na fase que o filme abarca. Mas você me pergunta o que sei sobre a vinda dele ao Brasil [em 1961] e me dá vontade de ligar para os pesquisadores em Cuba e perguntar.Folha - Durante essa pesquisa para o filme, você tentou conversar com o pintor Ciro Bustos, apontado como delator de Che?
Del Toro - Não. Não tentamos contatá-lo e não houve uma razão especial para isso. Tivemos bastante contato com Debray [Régis, filósofo marxista francês, entusiasta da guerrilha], com Benigno, com Urbano e com Pombo [guerrilheiros que escaparam ao cerco a Guevara]. Faltou um [Bustos].Conheço bem a história dele, sei que passou por muita coisa. Não o julgo nem tampouco o filme o julga. É muito difícil acusá-lo de traidor. Ninguém sabe como se comportaria sob tortura. Respeitamos isso, de uma maneira muito humana.Agora, que ele fez os desenhos [de Che na selva boliviana, que estavam em poder dos militares que assassinaram o guerrilheiro] é um fato. Não se pode negar e isso está no filme.Folha - Quanto de seu desempenho como Che se deve à direção de Steven Soderbergh?
Del Toro - Pelo menos 50%, porque muitas vezes não estou atuando; estou reagindo. Steven vai tão rápido que, às vezes, você não pode atuar. Ele vai te dar uma ou duas chances [para acertar]. Então, é melhor reagir do que atuar, porque senão você pode exagerar na atuação.Folha - Das vezes em que foi a Cuba pesquisar sobre Che, quantas encontrou-se com Fidel Castro?
Del Toro - Uma.Folha - Como foi o encontro?
Del Toro - Curto. Havia uma feira de livro. Eu iria embora no dia seguinte. Recebi um telefonema. Fui. Encontrei Fidel e Hugo Chávez. Foi curto. Ele sabia do trabalho que estávamos fazendo. Ficamos de conversar sobre Che quando eu voltasse. Mas, quando voltei, ele já estava doente. Pelo menos estive com ele, o vi...Folha - O que você achou da atuação do ator mexicano Gael García Bernal como Che em "Diários de Motocicleta" (2004), dirigido por Walter Salles?
Del Toro - Muito boa. Gosto muito. Mas o Che de Gael é um Che diferente, porque está se formando. Por isso gosto tanto, por ser um Che de outra época. Não sou o mesmo Benicio Del Toro de quando tinha 18 anos. Há coisas que ficaram, mas não sou a mesma pessoa.
Folha - Qual é sua opinião sobre Rodrigo Santoro, que interpreta Raúl Castro no filme?
Del Toro - É um guerreiro. Batalha. Tem muita tenacidade e consegue o que quer. É algo que também tenho. Eu me vejo muito nele. Eu sou Del Toro. Ele é San-Toro. Temos essa coisa de ser cabeça-dura. Os guerreiros são os que vencem.

quinta-feira, 26 de março de 2009

FRASES


"A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO É COMO O AMOR: NÃO É FEITA DE IDÉIAS, MAS SIM DE ATITUDES"


sexta-feira, 20 de março de 2009

Poetando



Contraponto

Impossível saber
o que há de melhor,
o que mais me encanta
numa mulher ...

Em umas certamente é o jeito sedutor
em outras a timidez,
em tantas, o poder felino conquistador
das caçadoras,
nas discretas e meigas,
o jeito de quem adora ser conquistada,
caçada...

em umas, a beleza dos pés,
o jeito sério...
em algumas outras, os ombros imponentes
a gostosa risada...

Numas, o cabelo louro,
noutras, o cabelo negro

Em muitas, o perfume afrodisíaco
em outras tantas, o aroma da água de cheiro

Em umas, o abraço-meio
em outras, o beijo-inteiro

é notável e eu gosto da inteligência de algumas
e da ingenuidade de muitas outras

Adoro a "loirice",,
a morenice,
a negritude ...

E quem foi que disse
que é defeito o jeito
de quem quase nunca se mete em nada ? ....
mas é também admirável
as mulheres de atitude, que enfrentam
com a gente qualquer parada...

de umas, a forte personalidade
de outras ,o dengo,
a entrega, a cumplicidade

de umas a mania de usar um batom
gostoso e fatal,
de outras o jeito de deixar
os lábios ao sabor natural

Os fartos peitos de umas
os deliciosos peitinhos de outras...

De algumas, o querer ser dona
de outras, o adorar ser propriedade

E até o jeito de mentir de algumas
e de outras tantas, a ferrenha sinceridade...

De umas , a quase santidade
de outras, a vocação de ser safada

o querer sufocar de tanto amar de uma
e da outra o simples gosto de ser amada

Adoro as que irritam por serem tão ciumentas
e não resisto as que adoram matar a gente de ciúme
as que tem o cheiro do suór natural
e as que adoram se banhar de caro e chique perfume

são irresistivéis as ninfêtas de 15
e deliciosas as balzacas de 33

maravilhosa, a sapeca estudante,
perfeita, a charmosa professora...

As que se contentam com um misto quente
e as que estouram o cartão de crédito da gente..

Ah como sou babaca...
em todas há beleza, encanto
tenho que destacar tudo
tenho que escolher todas:

as amigas, as esposas,
as amantes ...
as românticas que juram amor eterno
as objetivas e rapidas "ficantes"'

as que ligam apenas para dizer
"te amo"...

As que fazem a comida mais simples,
parecer um verdadeiro banquete...

as que nas madrugadas nos diz no ouvido
que serão nossas por todas as vidas
na atual e nas que virão

as que adoram nos esquentar no inverno
e passear de mãos dadas nos fins de tarde
de verão

eu vejo a mulher ideal em tantas coisas
na beleza interior,
no gostar de viver, no querer
no bonito visual
no corpo, na alma
no astral...

Paulo Gomes,
28/agosto/03

terça-feira, 17 de março de 2009

Cultura



Poema atribuído a Neruda
é da brasileira Martha Medeiros



O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.


"Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destrói seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar..."


Assim começa o poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, que não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros. O próprio jornal Estampa, de dezembro, do Sintrafesc, cometeu o mesmo equívoco e, por isso, pede desculpas aos leitores.


Este verso e outros mais circulam na internet há muito tempo e "não sabemos quem os atribuiu a Neruda, mas os nerudianos que temos consultado não os conhecem", afirma Adriana Valenzuela, bibliotecária da Fundação. Porque não é apenas Muere Lentamente o único "falso Neruda" que encontram os internautas. Também costumam atribuir ao autor do Canto Geral os poemas Queda Prohibido, que é de Alfredo Cuervo, escritor e jornalista espanhol, e Nunca Te Quejes, de autor ignorado pela Fundação.


O diretor executivo da Fundação, Fernando Sáez, diz que não é a primeira vez nem será a última, que as pessoas imputem a um poeta famoso textos que ele jamais escreveu e cuja autoria é desconhecida. Um dos enganos do gênero aconteceu com um famoso texto atribuído a Borges sobre as maravilhas da vida, que nem com sua maior ironia ele teria suportado e menos ainda escrito. O suposto poema de Borges, Instantes, segundo esclareceu a viúva do escritor, María Kodama, é de autoria da escritora norte-americana Nadine Stair.


Mais estrondoso ainda foi o falso apócrifo atribuído a Gabriel García Márquez, La Marioneta, com o qual o prêmio Nobel de Literatura colombiano se despedia de seus amigos, após saber que estava com um câncer. "Se por um instante Deus se esqueceu de que sou um marionete de pano e me presenteasse com um pouco mais de vida, aproveitaria esse tempo o mais que pudesse..." diz o texto cuja "autoria" quase matou de verdade García Márquez, como ele mesmo disse ao desmentir que o poema fosse criação sua. "O que pode me matar é a vergonha de que alguém acredite de verdade que fui eu que escrevi", disse Gabo.


Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou à EFE a Fundação Neruda. Cansada de ver as pessoas dizendo que o poema é do poeta chileno, a própria escritora entrou em contato com a Fundação Neruda para esclarecer a autoria do texto, pois os versos coincidem em grande parte com seu texto A Morte Devagar, publicado em 2000, às vésperas do Dia dos Mortos. Em declarações à EFE, Martha reconhece que não sabe como o poema começou a circular na internet, já que há "muitos textos" seus que estão na rede "como se fossem de outros autores". "Infelizmente, não há nada a fazer", acrescenta.


A poeta e romancista brasileira de 47 anos admira profundamente o poeta chileno Pablo Neruda, de quem se declara uma fã, mas prefere que "cada um tenha seu trabalho reconhecido". No entanto, não perde o sono com essas coisas e assegura que tem "humor suficiente para rir de tudo isso". A Fundação concorda com Martha e afirma que pouco pode ser feito para deter esta bola de neve na rede, já que ao fazermos uma busca no Google sobre o poema Muere Lentamente associado ao nome do poeta Pablo Neruda, vão aparecer milhares de referências ao poema associado ao nome do poeta.


QUEM MORRE?


Morre lentamente Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje! Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ.
QUERO AQUI REPARAR O NOSSO ERRO. TAMBÉM EMBARCAMOS NA INFORMAÇÃO ERRÔNEA DE QUE O BONITO POETA ERA DO EXTRAORDIÁRIO PABLO NERUDA. GRAÇAS A UMA PROVIDENCIAL MENSAGEM DE MINHA AMIGA INTERNAUTA REGINA COELI - AMIGA ORKUTEIRA E TRICOLOR DIGA-SE DE PASSAGEM-, FAZEMOS AGORA O DEVIDO REPARO COM A ALEGRIA DE SABER QUE AS BELAS PALAVRAS DO POEMA SÃO DE UMA MULHER, BRASILEIRA, GAÚCHA MAIS PRECISAMENTE.
SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE ELA :
Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Matos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. Casou-se com o publicitário Luiz Telmo de Oliveira Ramos e tem duas filhas. Formou-se em 1982 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre.
Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Quando seu marido recebeu uma proposta de trabalho no Chile, decidiu que uma mudança de país seria uma ótima oportunidade para dar um tempo na profissão. Esta estada de nove meses no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou.
Obras publicadas:

Strip-Tease (1985),
Meia noite e um quarto (1987)
Persona non grata (1991)
De Cara Lavada (1995)
Poesia Reunida (1998)
Geração Bivolt (1995)
Topless (1997)
Santiago do Chile (1996).
Trem-Bala (1999) - livro de crônicas já na nona edição, adaptado com sucesso para o teatro,
sob direção de Irene Brietzke.
Non Stop (2000)
Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000)
Divã (2002)
Montanha-Russa (2003)
Esquisita como Eu (2004)
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007) - infantil
Doidas e Santas (2008) - livro de crônicas

terça-feira, 10 de março de 2009

EDUCAÇÃO














EDUCAR PARA CRESCER

O EDUCAR PARA CRESCER é um projeto sem fins lucrativos que tem por objetivo ampliar o conhecimento da sociedade sobre as principais questões da Educação brasileira.
A iniciativa é do GRUPO ABRIL e de seus parceiros que pretende estimular boas práticas e destacar a importância da Educação para o crescimento do Brasil e dos seus cidadãos.
O projeto envolverá alunos, professores, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, pais, empresários e formadores de opinião nesta cruzada pela melhoria da qualidade do ensino básico no país.

Todos estão convidados a participar deste movimento!
Estatísticas, textos, gráficos que acompanham a qualidade da educação em cada capital do país podem ser acompanhados no site :






ESTUDE SEMPRE



10 RAZÕES PARA VOCÊ NUNCA ABANDONAR OS LIVROS

Pelo ASTRONAUTA MARCOS PONTES



1 Por meio do estudo, você assume o controle da sua vida.

2 Quando você falar que sabe algo, estará dizendo a mais pura
verdade.

3 Não importa onde você esteja e quem você seja: conhecimento
é universal.

4 Educar-se é a melhor garantia para o futuro: não existem atalhos!

5 A Educação nos ensina a reconhecer o comportamento dos
sábios e dos idiotas.

Beldades


MINHAS MUSAS
MARIA PAULA

A sensualidade dela transpira pelos poros.
Sempre foi uma de minhas musas e um dos
grandes motivos pelas altas audiências do
Casseta e Planeta Urgente!
Que avião!!!!
CLIQUE NA FOTO PARA VER QUE COISA MARAVILHOSA...

Poesia


Morre lentamentePablo Neruda

Morre lentamente quem não viaja,quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma
em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is"
em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando
está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir
atrás de um sonho, quem não se permite
pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos,
da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
Quem não pergunta sobre um assunto que desconhece ou
não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

PESQUISE SOBRE PABLO NERUDA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda

domingo, 8 de março de 2009

Frases


"A humanidade está se deixando levar pelo comércio da beleza, que no fundo não é beleza, mas um investimento industrial que até deturpa o sentido real da beleza".


sábado, 7 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher - Homenagem




TODAS AS MULHERES DO MUNDO

Essa Rita,
essa Maria,
essa rotina,
essa romaria
em busca de paz...
Essa Ana,
essa Luíza,
essa fulana,
aquela juíza,
tão frágeis,
na mão de qualquer rapaz...

Essa Neuza,
essa Conceição,
essa formosa deusa
que apesar da diária decepção
não se rende a tristeza
e consegue ainda ser feliz
e lutar ...

Essa Joana,
essa Tereza,
essa Jonaide
com certeza,
mulheres de verdade

Mães até dos seus homens
operárias, heroínas anônimas
amantes, guerreiras diárias

Cora, Elke, Dercy, Zezé, Zizi
Christiane, Carmem, Joselita,
Albertina, Lucélia, Lígia,
Nívia, Baby, Bete,
Eugênia, Mônica, Eliane
Isabelina, Isabela, Coralina,
Marina, Helena,
Rosa, Heloísa,
Anézia, Anaide,
Amália, Adélia,
Todas “amélias” ...

Os filhos, os maridos
a própria vida, os sonhos
quase mortos
ou ainda sofridos,
a luta, o filho quase homem
a sede, a fome,
o futuro,
tudo, tudo
as preocupam...

O choro, a dor, a reza
a ausência, a traição,
a pátria, o pão
a família...
dela, a menopausa,
da filha a gravidez precoce,
a menstruação
e ainda quando sobra tempo,
os amores, o coração ....

Tudo compondo
a cabeça, a alma,
o sentimento dessas
frágeis-fortes damas
donas do mundo,
ainda que isso seja apenas
um desejo utópico e profundo
de um poeta ...

Paulo Gomes,
14/12/95