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quarta-feira, 10 de junho de 2009

DESCALABRO!!!



!$!$!$!$
A CADA HORA, UMA ÁREA EQUIVALENTE A CINCO CAMPOS DE FUTEBOL É DEVASTADA DA NOSSA MATA ATLÂNTICA BRASILEIRA.


ISTO É UM DESCALABRO!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ecologia


Ativista leva água de Caetité a Brasília


Um ativista do Greenpeace entregou, nesta segunda-feira (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, em Brasília. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.
Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta teor radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.



Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.
De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.
Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.
A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou.
No Ministério do Meio Ambiente o ativista fantasiado de 'garçom-caveira' e outros três manifestantes foram recebidos pelo assessor de imprensa Ronie Lima. O assessor disse desconhecer o motivo da manifestação, mas que iria encaminhar a água recebida ao ministro.
No Ministério da Ciência e Tecnologia, após espera de mais de 30 minutos, os manifestantes não foram recebidos por nenhum funcionário e deixaram apenas uma carta de compromisso protocolada na recepção.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

iNtErNeT@nDo - Globo.com


TÁ BONITO ISSO SR. LUÍS INÁCIO?...

Floresta amazônica perdeu 11.968 km² em um ano!

Área é 3,8% maior que a registrada no período anterior.Segundo diretor do instituto, dado aponta estabilização do desmatamento.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São José dos Campos
http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL882328-16052,00-FLORESTA+AMAZONICA+PERDEU+KM+EM+UM+ANO+APONTA+INPE.html


Amazônia Legal sofreu um desmatamento de 11.968 km² entre agosto de 2007 e julho de 2008, segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (28).
O dado aponta um crescimento de 3,8% em relação ao período anterior (agosto de 2006 a julho de 2007), quando o instituto registrou 11.532 km² de devastação. A margem de erro da medição, contudo, é de 5% para cima ou para baixo. "Estatisticamente, estamos no mesmo patamar de 2007”, afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, que interpreta dos dados como uma estabilização do ritmo de devastação.


Anual, o Prodes é o sistema mais detalhado de monitoramento de desmatamento. A área medida se refere somente ao desmatamento por corte raso, ou seja, o estágio final de devastação em que o solo já foi tomado por vegetação de pastagem.
O diretor se mostrou satisfeito com o resultado, pois a expectativa era de um aumento da devastação. “Temos motivos para ficar aliviados por o desmatamento ter se estabilizado”, afirmou Câmara.


Queimadas
O monitoramento de queimadas, outro sistema do Inpe, dava fortes indicativos desse possível aumento, pois, na comparação dos períodos de agosto de 2006 a julho de 2007 e agosto de 2007 a julho de 2008, houve crescimento de mais de 50% na quantidade de focos de incêndio florestal na região.
As queimadas, explicou Câmara, são um sinal de degradação da floresta que pode resultar em corte raso. “Havia uma tendência de recrudescimento do desmatamento que não aconteceu por uma combinação de medidas coercitivas do governo e pressões de mercado”, analisou o diretor do Inpe. Ele alertou, no entanto, que a suspensão de medidas que coíbem o desflorestamento permitirão que seu ritmo volte a se acelerar. "Nós medimos a temperatura do paciente, mas isso não quer dizer que ele tenha saído da UTI", comparou.


Na análise por estado, o Pará aparece como campeão de desmatamento, com 5.180 km² perdidos. Ainda assim, em comparação com os dados 2006-2007, quando se registraram 5.425 km², houve uma redução de 4,5% (leia mais sobre o desmatamento nos estados).
O Prodes faz o processamento digital e visual de imagens do sistema Landsat (da Nasa). Para a produção dos dados divulgados nesta sexta-feira, foram analisadas 85 imagens das áreas onde, no ano anterior, se verificou a ocorrência de 94% do desmatamento. Com base nesses dados o Inpe chegou ao número de 11.968 km² , que deve sofrer, até maio, uma correção dentro da margem de erro de 5%.


UMA VERGONHA! NESSE RITMO PERDEREMOS EM POUQUÍSSIMO TEMPO ESSA GRANDE RIQUEZA DO NOSSO PAÍS. UM GOVERNO INCOMPETENTE PARA COIBIR A AÇÃO DE MADEREIROS, LATIFUNDIÁRIOS, GARIMPEIROS E OUTROS CANALHAS QUE PASSAM POR CIMA DE TUDO COM SUAS TARAS INSACIÁVEIS POR DINHEIRO!
DE ONDE ESTIVER AGORA O QUE O COMPANHEIRO CHICO MENDES DEVE ESTAR ACHANDO DO COMPANHEIRO LULA?...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Meio-Ambiente




QUEM PAGA A CONTA DA CARNE?




por Washington Novaes


Parece estar-se aproximando o tempo em que a contabilização de custos ambientais e/ou sociais tenderá a alterar profundamente os mecanismos de formação de preços em diversas áreas - e, em conseqüência, as relações econômico-comerciais até mesmo entre países. Hoje, por exemplo, os mecanismos de determinação de preços de produtos primários, de commodities, são comandados no essencial pelas principais nações consumidoras, que, atendendo a seus interesses (os países industrializados respondem por 86% do consumo mundial), tendem a controlá-los, se não a deprimi-los. E, como regem também os mecanismos de produção e comercialização de tecnologias avançadas, tendem a cotá-las segundo uma espiral ascendente, que também atende a seus interesses. Os países exportadores de certos produtos agropecuários, principalmente grãos e carnes, além de não conseguirem preços favoráveis para seus produtos, ainda têm de arcar com os custos ambientais e sociais que os países importadores não querem mais suportar.
Esses temas estão sendo rapidamente conduzidos ao centro de conflitos pela importância vital e progressiva que vêm assumindo as questões da segurança alimentar. Ainda há pouco, provocou celeuma na Europa o anúncio da Agência Britânica do Meio Ambiente de que pretende tomar posição a respeito dos impactos provocados pelo acúmulo, no solo ou nos recursos hídricos, de resíduos de antibióticos utilizados em criatórios de bovinos, suínos e aves, assim como da possível influência desses produtos na geração de vírus e bactérias super-resistentes a doenças, principalmente a tuberculose. Tal anúncio deixou preocupados os produtores europeus de carnes, que respondam pelo consumo de mais da metade das 10 mil toneladas de antibióticos usadas a cada ano no continente.
No ano passado, um pesquisador da Royal School of Pharmacy, de Copenhague, encontrou resíduos de 68 tipos de drogas em amostras européias de solo e de água. E a principal fonte desses resíduos eram dejetos de suínos. Em algumas amostras, o índice estava até 40 vezes acima dos limites máximos permitidos.Essa é, aliás, uma das razões de a Dinamarca haver decidido há pouco criar suínos sem ministrar-lhes antibióticos e hormônios do crescimento - o que significa redução ainda maior na rentabilidade, de mais US$ 1,60 por porco, com a diminuição de peso -, num setor que já vinha trabalhando com prejuízo de mais de US$ 15 por animal.Também pelo ângulo ambiental a questão se complica a cada dia nos Estados Unidos, onde, segundo o Worldwatch Institute, o rebanho de suínos produz 130 vezes mais dejetos que todos os seres humanos e com uma demanda de oxigênio, para degradar-se, muitas vezes superior à dos dejetos humanos.Tanta é a preocupação nessa área que a Comissão Européia propôs há pouco criar uma agência de segurança alimentar para detectar riscos potenciais para a saúde humana. Sempre que esse tema vem à tona no Brasil, o setor produtivo reage apontando o protecionismo dos importadores e/ou o radicalismo de ambientalistas. Com certeza existem também. Mas não eliminam a propriedade da argumentação dos importadores: os riscos são reais. O que o setor produtivo brasileiro precisaria é, no lugar de defender algumas posições insustentáveis, examinar a transferência de custos ambientais e sociais dos importadores (que renunciam progressivamente a produzir os itens perigosos ou ambientalmente insustentáveis) para os produtores. Ao mesmo tempo, o País caminha muito lentamente em direção a constituir mecanismos de rastreabilidade dos alimentos e de segurança alimentar. Basta ver, por exemplo, que, segundo noticiário recente, a inspeção sanitária no País não fiscaliza 42% da carne bovina comercializada nem 46% do leite - o que dá margem a campanhas como a recentemente desencadeada na Grã-Bretanha contra frangos brasileiros. Enquanto isso, os mecanismos de preços fazem crescer os prejuízos. Em janeiro, o Brasil aumentou em 34,8% (em peso) suas exportações de carne suína, comparando com janeiro de 1999. Já o valor só subiu 5,75%, apesar da desvalorização cambial. Ao longo de um ano, o País vendeu 81,8 mil toneladas no mercado externo, mas faturou 22,18% menos que em 1998. Não por acaso, a cada dia chegam notícias da transferência de grandes empreendimentos dessa área, da Europa e dos EUA para o Brasil, especialmente para o Centro-Oeste - onde as regras ambientais são muito mais frouxas que no Sul do País e no exterior.Talvez isso tenha que ver também com a questão da própria sustentabilidade ambiental e energética do setor. Ainda em novembro, em suas "visões do futuro", a revista Time publicou: "Desde 1950 o consumo mundial per capita de carne dobrou. (...) Não podemos mais subsidiar ou ignorar os custos de produção em massa de carne bovina, suína, aves, ovelhas e peixes. Esse custos incluem o uso altamente ineficiente da água e da terra, a poluição provocada por dejetos, o risco crescente de doenças cardiovasculares e doenças degenerativas, a destruição de florestas (...)."A revista traz de novo à cena números alarmantes, como o de que são necessários 7 quilos de grãos e 7 mil litros de água para produzir 1 quilo de carne bovina. A produção de um único hambúrguer exige tanta água quanto 40 banhos de chuveiro (795 litros de água), 0,79 kg de grãos, 5,1 m2 de floresta removidos. E acarreta a produção de 5,4 kg de dejetos e outros poluentes. Nos EUA, 70% do trigo, do milho e de outros grãos destinam-se aos rebanhos.Conclusão da revista: "As novas políticas aumentarão o preço da carne para níveis incompatíveis, exceto para os ricos." Pode-se acrescentar: ou, seguindo a tendência atual, esses custos serão transferidos para os países produtores.Como se vê, o tema da definição e apropriação dos custos está cada vez mais quente. Precisamos estar preparados para discuti-lo. Se não quisermos ficar com todos os custos ambientais, sociais e econômicos.



Matéria escrita e publicada em março de 2000.

Washington Luís Rodrigues Novaes (Vargem Grande do Sul,SP 03 de junho de 1934) é um jornalista brasileiro que trata com especial destaque os temas de meio ambiente e culturas indígenas. Atualmente, é colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Popular, bem como consultor de jornalismo da TV Cultura. Um de seus trabalhos mais recentes foi a realização da série de documentários "Xingu - A Terra Ameaçada".

conheça o site : http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/


Para conhecer mais sobre o que pensa washington Novaes : http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed66/entrevista_washingtonn.asp

sábado, 20 de setembro de 2008




AMAZÔNIA PARA SEMPRE



O texto-manifesto abaixo foi escrito pelo ator Juca de Oliveira e vem sendo divulgado entre outros por personalidades como Christiane Torloni e Victor Fasano.

A intenção é acumular o maior número possível de assinaturas para encaminhar ao Congresso Nacional propostas de mudanças nas Leis de proteção ao meio-ambiente em geral e em particular à FLORESTA AMAZÔNICA. Leiam atentamente e participem acessando
o site www.amazoniaparasempre.com.br


CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!