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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tem BOla na Rede... Dicas de sites e blogs esportivos


Tem crescido muito o mercado editorial de publicações esportivas, sobretudo livros sobre futebol.

Uma das páginas mais completas aqui na internet é o LIVROS DE FUTEBOL.COM



As biografias de João Saldanha, Didi e Quarentinha são algumas das novidades do catálogo de lançamentos. Outros destaques são o livro em homenagem a Fiel e fenomenal torcida corintiana, um estudo sobre o histórico confronto entre Brasil x Argentina e outro que conta curiosidades sobre as camisas dos 12 principais clubes brasileiros. Quando puder, passe por lá e confira...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Poetando








Acaciano




Sábio Aquele Que É Seu Lugar conhecê ;
Conhecê uma Esquerda e Direita um andar do Seu ;
O norte e o sul de SUA Própria sorte ;
Foge do CALOR mortal com uma picardia do condor ;
O Importante , porém,
Para a Sabedoria fundamental
é conhecer o Seu Lugar , SUA serventia .

Aquele Lugar Que Não Permite, de ida,
Volta, partida OU fuga .
Sábio É o Homem Que Caminha
Sair sem fazer Lugar.
Sábio o E Que Trata Homem
" Galáxia Distante " Seu bar Como.

Livro Gaiteiro Velho, Brasil Ed.Bertrand , 2003

domingo, 7 de junho de 2009

Craques da Literatura - Fausto Wolff







*************************************
"(...) De um modo geral não gosto nem da noite, nem do dia.Faltam-me sugestões e apelos. Mas não gosto, principalmente, desta hora em que vivo. Esta hora em que o tempo se faz hermafroditae adquire uma coloração menstrual sob a minha cabeça e sob a cabeça da lua que não vejo, mas pressinto.
(...) Se eu fosse um jovem líder político em defesa da liberdade e do fim das diferenças sociais, eu iria procurar meus companheiros e - sob os aplausos gerais - escreveria um panfleto contra o governo e depois esperaria até transformar-me em governo também, ocasião em que riria de outros panfletos escritos por outros jovens.
(...)"Não quero namorar o Poder, aninhar-me sob as suas asas sufocantes ou beijar o seu bico venenoso e putrefato. Não quero mais ser lúcido, pois sendo tal, qual a lição que poderei deixar a outros - como eu - surpreendidos neste jogo que ninguém pediu para jogar?... Quero a liberdade da falta de dignidade que é a dignidade total. A liberdade do inválido. A liberdade, mesmo que que à custa de porradas. Fazer da minha dependência a minha independência e da minha prisão, a minha liberdade. Não quero estar ligado simbolicamente aos animais que ocupam posições. Não quero mais a segurança perdida, mas sim perder e confundir a amada segurança deste Mundo de imitação. Não buscarei mais auxílio, pois o preço a pagar é muito alto: é o preço da sempre finginda independência dependente de um beijo, de um pedaço de pão, de uma punheta ou de uma oração. Nem tampouco me levantarei desta poça de sangue e sujeira, pois se Deus está dentro de mim, espero que também esteja sujo, sangrento e ferido. Que a humanidade afaste essa sociedade que pinta um sorriso de mel sobre a lepra e venha buscar o seu filho pois ele não sairá daqui. (...)

Já não posso mais olhar para a vida que se joga, vence e perde.

(...) Prefiro olhar o rato que passa neste momento pelo meu nariz e me olha, sem medo, com reconhecimento. Ele sabe que os gatos são seus inimigos e eu sei que os homens são meus inimigos, e nós os ratos não combatemos.
Mas eis que Deus se aproxima descansando sobre as suas cem patas".

FAUSTO WOLFF
O ACROBATA PEDE DESCULPAS E CAI
ED.JOSÉ ÁLVARO - 1966

CONHEÇA MAIS SOBRE A OBRA E A VIDA DESSE EXTRAORDINÁRIO JORNALISTA E ESCRITOR:


SITE OFICIAL : www.olobo.net

domingo, 17 de maio de 2009

FRASES


"UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS"

domingo, 4 de janeiro de 2009

Tem Bol@ na Rede


É inegável o crescimento da literatura esportiva - especificamente sobre futebol - em todo o mundo sobretudo, no Brasil. Um dos mais completos sites especializados no assunto no momento é o LIVROS DE FUTEBOL. COM http://www.livrosdefutebol.com/

A página disponibiliza tudo: os últimos lançamentos, as novidades, as biografias, os relançamentos, o catálogo completo do que hoje encontra-se disponível no mercado.
Para quem gosta do assunto, é um point e um porto mais do que seguro.

Imperdível!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

LIVROS


POR QUE EU TENHO UM BLOG

Ele nos dá liberdade, embora nos subtraia a autoridade


Por Andrew Sullivan*


Cerca de 175 mil blogs são criados a cada dia. No final de 2007 havia quase 1 bilhão deles. De um ano para o outro crescem 40%. São cifras estabelecidas pelo portal Technorati, porta de entrada dos blogueiros. Mas são números duvidosos porque é impossível contá-los com precisão. A blogosfera é como o espaço, infinita.


O termo 'blog" é a aglutinação das palavras "web" e "log" (diário de bordo em inglês). Contém, em suas quatro letras, uma descrição consisa e acurada. É uma reunião de pensamentos e escritas postas publicamente na internet. Como um diário, o blog não permite edição retroativa e sua escrita dispensa maior cuidado na construção. É a expressão espontânea do pensamento - mais efêmero do que o jornalismo diário. Suas fronteiras são porosas e sua verdade, transitória.


Nós blogueiros temos poucas oportunidades de reunir pensamentos e esperar até que os fatos se assentem para discuti-los. Blogamos assim que as notícias chegam até nós. Nenhum colunista, repórter ou romancista tem suas pequenas contradições expostas de forma tão inclemente. Para os blogueiros, o prazo é sempre agora. É como escrever em voz alta.


Em 2000, quando comecei a fazer um blog, comprovei que o meio digital favorecida o tom coloquial, inacabado, como se estivesse escrevendo um e-mail. isso é naturalmente arriscado, como sabe quem já apertou a tecla "enviar" durante um surto de raiva. Mas a mídia exige essa disposição para o risco. Fiquei viciado. Achei libertadora a experiência de poder transmitir diretamente as minhas palavras, sem atrasos de gráfica, revisões, políticas empresariais e cortes de última hora para arrumar espaço, como ocorre na imprensa tradicional. Mas descobri que há um porém. Minutos depois de postar algo, os leitores respondem, mais agressivos do que qualquer editor, mais ranhetas do que qualquer revisor, mais desequilibrados do que qualquer coleguinha.

Eu já fui atacado por matérias antes - mas na forma amorfa e distante das cartas à redação e de cancelamentos de assinatura. Agora o retorno é instantâneo, pessoal e brutal.


O blog continua sendo um meio superficial, na medida em que exige brevidade e imediatismo. Ninguém lê um tratado de 9 mil palavras online.
Mas essa superficialidade mascara uma profundidade até maior, em certo sentido, do que a da mídia tradicional. Isso se deve a uma única inovação tecnológica: o hiperlynk. Na internet um hiperlynk dá ao leitor a possibilidade de ler, instantaneamente, o material primário. Um blog, portanto, tira o poder do autor, que precisa se contentar com uma autoridade menor. Ele é um nó entre nós, conectado mas inacabado se não tiver os links, comentários e menções que fazem da blogsfera uma conversa.


mas a idéia de que o blog pode substituir a escrita tradicional é tão tola quanto perniciosa. A torrente de sacadas, idéias e argumentos na blogsfera acaba concedendo um valor maior a quem consegue finalmente tirar um sentido de tudo, gerando algo mais sólido e duradouro. As linhas gerais deste artigo, por exemplo, aparecem de forma fragmentada em meu blog. Mas ter de ordená-las ajudou-me a mais bem entendê-las e a expressá-las com mais clareza.


Na verdade, a despeito do intenso pessimismo em torno do futuro de jornais e revistas, esta é uma era de ouro para o jornalismo. A blogsfera acescentou todo um novo idioma ao ato de escrever e introduziu a não-ficção a uma nova geração. Permitiu que os autores "escrevam em voz alta" de uma forma nunca antes vista ou entendida. E, ainda por cima, expôs uma fome de escrita tradicional que, em plena era da televisão, parecia estar prestes a se esvair.


O escritor inglês
Andrew Sullivan,
blogueiro assumido,
escreveu este artigo para
a revista The Atlantic




quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

FRASES


"NESTE MUNDO MODERNO,
QUEM NÃO MORRE DE FOME,
MORRE DE TÉDIO"...


EDUARDO GALEANO

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

InTeRnEt@NdO - Virgula.com.br






Por Gabriela Rassy

O escritor e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, José Saramago, escolheu mais uma vez o Brasil para o lançamento de seu novo livro A Viagem do Elefante. Nesta quinta-feira (27), no Sesc Pinheiros, o lançamento oficial contou com a participação da atriz Sandra Corveloni, que leu um trecho da obra.

“Não sei se será o melhor, mas certamente não é o pior”, disse Saramago sobre A Viagem do Elefante. “É o livro mais jovial, mais divertido que já escrevi”, disse o escritor que acaba de se recuperar de uma séria doença respiratória.

Em um breve discurso sobre seu livro, sua doença e sobre a vida, José Saramago se mostrou confiante de ter realizado mais um bom trabalho e tranquilo com sua recuperação.

A Viagem do Elefante é uma idéia que ele teve há mais de dez anos, quando entrou por acaso num restaurante chamado O Elefante, em Salzburgo, na Áustria. Lá ele conheceu a história de um elefante que, para satisfazer a vontade de um rei e de um arquiduque, teve que cruzar boa parte da Europa.

Ao chegar ao seu destino, o verdadeiro elefante teve um trágico fim: suas pernas foram transformadas em apoiador de guarda-chuva. “O elefante deve sua existência literária ao seu fim”, disse Saramago.


Exposição

Amanhã será aberta a mostra ""José Saramago: A Consistência dos Sonhos"", no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Com cerca de 500 documentos oficiais, a mostra homenageia o escritor.

Serviço

Data: até 15 de fevereiro
Local: Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 - Pinheiros
Tel: 11 2245-1900
Horário: De 3.ª a dom., das 11h às 20h.
Preço: Grátis

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Gol de Letra - O melhor da literatura esportiva


Pobre Mãezinha Querida


No final dos anos sessenta, o poeta Jorge Enrique Adoum voltou ao Equador, depois de longa ausência. Nem bem chegou, cumpriu o ritual obrigatório da cidade de Quito foi ao estádio, ver jogar o time do Aucas. Era uma partida importante, e o estádio estava repleto. Antes do Início, fez-se um minuto de silêncio pela mãe do juiz, morta na véspera. Todos levantaram, todos calaram. Em seguida, um dirigente pronunciou um discurso destacando a atitude do esportista exemplar que ia apitar a partida, cumprindo com seu dever nas mais tristes circunstâncias. No meio do campo,cabisbaixo, o homem de preto recebeu o denso apaluso do público. Adoum piscou, besliscou um braço: não podia acreditar. Em que país estava? As coisas tinham mudado muito. Antes, as pessoas só se ocupavam do árbitro para gritar filho da puta!

E começou a partida. Aos quinze minutos, explodiu o estádio: gol de Aucas. Mas o árbitro anulou o gol, por impedimento, e imediatamente a multidão recordou a finada autora dos seus dias:

- Órfão da puta! - rugiram as arquibancadas.


FUTEBOL AO SOL E À SOMBRA
EDUARDO GALEANO
1995 - SETEMBRO DE 2004
L&PM POCKET

domingo, 9 de novembro de 2008

Internet@ndo - JORNAL EXTRA - domingo 09.11





Não é à toa que Adriana Calcanhotto dedica “Saga lusa” (Editora Cobogó, R$ 29,90) para ela mesma. O livro relata, em detalhes, sua assustadora experiência durante a turnê “Maré” em Portugal, entre maio e junho deste ano. Depois de passar dias “surtada” por conta de medicamentos — e olha que ela só queria curar uma gripe —, a cantora nunca mais foi a mesma.
— Saí uma outra pessoa dessa experiência. Isso ficou muito claro para mim. A Adriana voltando de avião de Portugal já era outra — conta Calcanhotto.
Humor sempre presente
Sem conseguir dormir e com shows cancelados, a cantora fez da escrita sua cura. Algumas vezes a narrativa é clara, em outras não esconde fazer parte de um delírio. O humor típico da artista, já conhecido para quem freqüenta seus shows, está sempre presente. “No elevador, um urso panda disfarçado de cantora escabelada achando que está conseguindo não perder a pose me acompanhou, até a garagem”, brinca ela sobre seu estado.
Outra passagem divertida é quando a cantora narra seu reencontro com a Coca-Cola. Sem tomar o refrigerante há 20 anos e sempre à espera de um bom motivo, ela acaba cedendo à tentação durante o surto: “Não posso dizer que saboreei, mas bebi. Saboreei mais o momento, e o resto tomei como remédio. Tá bem, admito, alguém que bebe Coca-Cola gelada como remédio é do contra mesmo”.
Para os fãs, certas passagens poderiam não ter nenhuma graça, principalmente quando Adriana se diz à beira da morte. No entanto, mesmo com a língua inchada ou em pânico, ela sabia que escrever com humor seria um santo remédio:
— Escrever era a única coisa que me mantinha no presente.

domingo, 19 de outubro de 2008

Livros - Mais uma do Jaguar, o Sr.Pasquim



















NINGUÉM PERFEITO

Depois de 35 anos, chega ao público brasileiro a obra perdida de Jaguar. Lançada na Argentina em 1973, o trabalho é uma reunião de cartuns criados na
fase áurea d’O Pasquim. Além de personagens clássicos como Gastão, o vomitador e Boris, o homem-tronco, o livro traz ainda a participação de Mafalda, num dos últimos desenhos do personagem feitos pelo cartunista Quino.




TÍTULO: NINGUEM E PERFEITO
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura
Formato: 13,5 x 21
96 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008
PREFACIO DE MAFALDA
ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Jaguar

segunda-feira, 13 de outubro de 2008



UM POETA DESCREVE A HISTÓRIA DO FUTEBOL




Estou lendo um livro extraordinário: FUTEBOL AO SOL E À SOMBRA do talentosíssimo poeta e escritor uruguaio Eduardo Galeano. Com sutileza, sensibilidade, tom poético e muitas informações históricas, Galeano nos dá uma aula sobre a origem e o fortalecimento do futebol ao longo dos anos e em todos as culturas e países. Aqui destaco um pequeno trecho desse libreto obrigatório para os que amam o futebol.

A GUERRA DANÇADA

"No futebol, sublimação ritual de guerra, onze homens de calção acabam sendo a espada vingadora do bairro, da cidade ou da nação. Estes guerreiros sem armas nem couraças exorcizam os demônios da multidão e confirmam sua fé: em cada confronto entre duas equipes, entram em combate velhos ódios e amores herdados de pai para filho.
O estádio tem torres e estandartes, como um castelo, e um fosso fundo e largo ao redor do campo. No meio, uma raia branca assinala os territórios em disputa.
Em cada extremo, aguardam os arcos, que serão bombardeados por boladas. Em frente aos arcos, a área se chama zona de perigo.
No círculo central os capitães trocam flâmulas e se cumprimentam como manda o ritual.
Soa o apito do árbitro e a bola, outro vento assobiador, põe-se em movimento. A bola vai e vem e um jogador leva essa bola e passeia com ela até que alguém lhe dá uma trombada e ele cai escarranchado. A vítima não se levanta. Na imensidão da grama verde, jaz o jogador. E na imensidão das arquibancadas, as vozes trovejam. A torcida inimiga ruge amavelmente:
- Morre!
- Que se muera!
- Devi morire!
- Tuez-le!
- Mach inn nieder!
- Let hin die!
- Kill kill kill!
Eduardo Hughes Galeano nasceu em Montevidéu no dia 3 de setembro de 1940, é um jornalista e escritor.Uma de suas obras de maior relevância política e importância é "As Veias Abertas da América Latina", livro em que relata a exploração sofrida pelas nações latino-americanas, desde a formação dos impérios hispânico e português, passando pelo assédio inglês e estadunidense, pelo arrocho imposto pela economia internacional, até os dias de hoje.
FUTEBOL AO SOL E À SOMBRA
TÍTULO ORIGINAL: EL FÚTBOL A SOL Y SOMBRA
1ª EDIÇÃO 1995 -
EDIÇÃO ATUALIZADA INCLUINDO AS COPAS DE 1998 E 2002
COLEÇÃO LITERATURA & PAIXÃO
EDITORA L&PM POCKET
230 PÁGINAS
PREÇO: R$ 12,00
COMUNIDADE EDUARDO GALEANO NO ORKUT