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terça-feira, 24 de maio de 2011

FRASES


"Essa coisa de polivalência não é lá muito boa...
O Maior exemplo de polivalência que conheço é o pato.

Ele nada, voa e anda... E faz as três coisas muito mal"...



  • Francisco Horta

  • terça-feira, 14 de setembro de 2010

    PARABÉNS AXÉ FLU - 10 ANOS DE AMOR AO TRICOLOR!

    E VIVA A
    AXÉ FLU!!!

    Amigos, no último dia 02 de setembro a Torcida Organizada AXÉ FLU que reúne torcedeores do Fluminense F.C. em Salvador, comemorou dez anos de existência com um jantar numa churrascaria da orla marítima de Salvador. Na oportunidade foi lançado um jornal que imortalizou a importante data.

    O trabalho de altíssimo nível gráfico e editorial foi organizado pelo meu amigo
    Edu Argolo profissional de mão cheia que empresta seu talento ao tradicional jornal baiano A TARDE.

    Para minha alegria e honra fui convidado pelo Edu para escrever uma crônica contando da minha paixão pelo Fluminense. No jornal o texto foi diminuído por  uma questão de espaço. Mas o coloco na íntegra aqui para vocês. Ele está ao lado (para meu orgulho) de textos e depoimentos de ilustríssimos tricolores como Chico Buarque, Evandro Mesquita, Pedro Bial, Fernanda Montenegro, Nelson Motta, Jony Torres, Ivanildo Fontes e tantos outros.
    Parabéns ao Claudio Bottino, atual presidente da Axé Flu. Aos idealizadores da agremiação Aroldo Moitinho, Márcio Rizzo e Ary Pamplona. Ao Pablo, Jucá, Ulisses, Domingos, Paulista, João Preguinho, Ivanildo Fontes, ao Edu Argolo e a TODOS que fazem da Família AXÉ FLU uma das mais vibrantes e inteligentes torcidas organizadas que acompanham à distâncias seus clubes de coração.

    VISITEM O SITE DA AXÉ FLU : http://www.axeflu.com.br/
    COMUNIDADE NO ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=923267

    ABAIXO O TEXTO NA ÍNTEGRA:

    MILHAS E MILHAS DISTANTES DO MEU AMOR...
    por Paulo Gomes

    No Passado as mais belas histórias de amor eram as das paixões platônicas ou as cercadas de dificuldades como o fator distância, por exemplo. Amar alguém ou alguma coisa e não poder estar fisicamente próximo, é um dos mais difíceis desafios para a alma humana. Mas algo que pode resultar num prêmio desde que as partes envolvidas sejam fortes e verdadeiramente apaixonadas.
    Me apaixonei pelo Fluminense de maneira arrebatadora quando tinha apenas seis anos de idade e exatamente no dia em que meu pai chegou em casa com dois times de futebol de botão. Um preto com as carinhas dos jogadores do Corinthians e outro todo branco com as imagens de onze figuras que nunca mais saíram da minha mente: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio, Denílson, Didi, Samarone, Cafuringa, Flávio, Lula. Escalação que virou pra mim uma espécie de mantra. Fui apresentado ali ao futebol. A paixão foi à primeira vista pelo time de branco.

    Depois o Sr.João, meu pai, um pernambucano radicado desde menino no Rio de Janeiro e que depois veio formar família e morar em definitivo na Bahia, levava para casa um outro objeto com a marca tricolor... Estava claro que o velho que dizia ter apenas uma “discreta simpatia pelo Flu” queria sutilmente seduzir os cinco filhos para o lado certo... Era um disco de vinil compacto com duas faixas. No Lado A, a história, títulos e glórias do clube narradas por uma voz bonita de um locutor que eu nunca descobri o nome. E no B, uma narração fantástica de Jorge Curi, do gol de Flávio no Fla-Flu do título carioca de 1969. Tal como um papagaio eletrônico, decorei-a de imediato e nunca mais consegui esquecê-la. Ali nasci com certeza uma outra paixão: o rádio esportivo! Dizia: Bate Galhardo entregando a Oliveira (...) Cláudio dá a Samarone, Samarone alivia, Flávio emendou... e é gol!!! Goooool! Flá-vi-ôooooo!!!, ca-miii-sa número nooove!!!... E na sequencia, o nosso belíssimo hino.

    A capa do disco era o escudo tricolor. Ali meu “namoro’ virou “noivado” e o “casamento” definitivo e eterno se deu com a chegada do maior craque do Brasil para ser o nosso camisa 10: Rivelino, o coração e mente da fantástica Máquina de Francisco Horta! Desde então, o menino nunca mais passou um dia se quer, sem falar do Fluminense, sem pensar no Fluminense, sem pesquisar o Fluminense, sem vibrar e sem se emocionar com o Fluminense. Coleções de camisas, revistas, livros, craques, vitórias, títulos e lágrimas. As emissoras de rádios do Rio à noite saciavam minha sede de notícias.
    Frustradas e ás vezes bem-aventuradas eram as idas às bancas de revistas na esperança de conseguir um Jornal dos Sports,um OGLOBO ou um JB. No dia seguinte à conquista de um campeonato, a emoção e a certeza de ter em mãos, um novo pôster ou suplemento especial com as fichas completas dos craques e heróis do título para a valiosa coleção.

    Nos Anos 90 antes da explosão Big Bang da magia chamada internet, meu sofrimento aumentou. Não era mais Salvador-Rio a ponte da distância. Era um mar a nos separar: Portugal, terra distante onde não dava para ouvir as rádios cariocas, onde os jornais brasucas chegavam com três dias de defasagem e onde não havia emissora brasileira no pacote da TV a cabo. Pouco mais de um ano de saudade e feroz ansiedade de saber os resultados dos jogos. Era a exata retratação do  “Robinson Crusoé, solitário numa ilha distante e sem radinho de pilha”, imagem criada pelo papa tricolor e gênio da raça Nelson Rodrigues.

    Conheci depois muitos companheiros de paixão clubística e a Axé-Flu como QG Tricolor na Boa Terra com igual exemplo de paixão à distância pelo Fluzão. Apesar da distância de milhas e milhas das Laranjeiras e do maraca, me mantive numa assiduidade emocional e espiritual e com uma fidelidade de poucos. Me perdoem a pouca modéstia, mas eis a verdade: minha personalidade e minha vida não seriam as mesmas se numa certa noite lá nos anos 70, ao chegar em casa do trabalho, meu pai não tivesse a feliz e iluminada idéia de levar um jogo de botão branco do Fluminense para os seus filhos.

    PAULO GOMES, 42, É  RADIALISTA E TRICOLOR DESDE ENCARNAÇÕES PASSADAS. APRESENTA DIARIAMENTE O CBN SALVADOR ESPORTES, NA RÁDIO CBN SALVADOR 100,7 FMWWW.IBAHIA.COM, É RESPONSÁVEL PELO BLOG OBSERVANDO E ABUSANDO – http://www.blogdopaulogomes.blogspot.com/.COM
    E PELA COMUNIDADE FLU MEMÓRIA – MUSEU TRICOLOR NO ORKUT E AUTOR DO LIVRO “MEMÓRIAS DE UM FANÁTICO TRÊS DÉCADAS DE FUTEBOL”, AINDA INÉDITO NO MERCADO EDITORIAL


    segunda-feira, 27 de julho de 2009








    BATENDO UM BOLÃO
    com PAULO GOMES
    KLÉBER,
    UM CRAQUE À FRENTE DO SEU TEMPO


    Nos anos 70 o Fluminense tinha alma, cara e aura de campeão, de time vencedor, organizado e grande.
    Além dos craques que comprávamos, tínhamos os feitos em casa. Com o sangue da raça tricolor e o talento de meninos selecionados e preparados com toda a competência na base. Garimpados e lapidados por gente como Pinheiro nosso eterno zagueiro símbolo da garra do Flu, pelos irmãos Roberto e Paulo Alvarenga , pelo professor Sebastião Araújo e por alguns outros igualmente importantes.

    Tinham eles a 'cara' do Fluminense e eram o componente final, decisivo e secreto, para azeitar as máquinas que eram formadas.
    Ganhavam tudo na base, representavam o Brasil com a camisa canarinho em seleções juvenis, infantis em importantes torneios por esse planeta afora.
    Jogavam como gente grande quando colocados ao lado das feras consagradas como os tricampeões mundiais Félix, Gérson, Marco Antônio, Rivelino, Carlos A. Torres, Paulo César...

    Jogavam - sem medo de exagerar - com profundo amor ao clube e a nossa camisa, fosse a tricolor ou a branca.
    Os nomes deles nenhum tricolor com mais de 35 anos de idade esquece: Pintinho, Rubens, Abel, Erivelto, Edinho, Carlinhos, Kléber...

    Dois irmãos, um na lateral, o Carlinhos, o outro um gigante de polivalência, raça e talento como médio-volante: Kléber ou Cléber, seu nome era grafado assim, das duas formas. Talvez em homenagem ao futebol, de utilidade dupla como mostrava o seu estilo: O Kléber raçudo e o Cléber craque talentoso de toque preciso e técnico.
    O complemento perfeito de Pintinho no meio-campo. O reserva (?) de luxo do monstro Paulo César, o PC Caju que ao lado de Rivelino formava um dos maiores setores de meio-campo da história do futebol na Super Máquina do visionário Francisco Horta.
    Não, Kléber nunca foi reserva era o 12º titular. O pulmão do time, o motorzinho que impulsionava com força a equipe para frente e servia os companheiros em belos passes e claro, de vez em quando, explodindo na frente e marcando golaços!

    Que saudade tenho daquelas máquinas... Daqueles meninos cabeludos que davam show no Maraca e que nos passavam à certeza de que quando não tivéssemos mais os monstros, os supercraques, teríamos uma safra nossa, feita em casa, que daria conta do recado com muita competência e valor.
    E assim se deu... Outros vieram como Arturzinho, Gílson Gênio, Robertinho, Zezé, Mário, Delei, Edevaldo, Paulo Goulart, ETC, ETC

    E o Kléber heim?... Todo mundo queria, todo mundo cobiçava: O Flamengo quer Kléber, o Sporting de Portugal quer Cléber...
    “Será que entra como moeda em um novo troca-troca?”... – “Negativo!” -
    O Presidente Francisco Horta, conhecedor profundo do futebol dizia sempre em alto e bom som: - " O Kléber é inegociável!”

    E olha que para o Horta até o Rivelino era sempre uma possível moeda em negociações, pois chegou a ser oferecido numa quase bombástica troca por Zico.
    Mas Kléber não... era um dos segredos daquele timaço.
    Era o cara que se transformava em campo. Que era volante, mas também era lateral, quando Toninho ou Carlos Alberto se mandavam, era zagueiro quando o outro craque da base – Edinho - virava atacante, era meia-direita se transformando em Paulo César, era meia-esquerda virando Rivelino, era ponta quando queria se vestir de Gil. Virava Manfrinni ou Doval se quisesse, na hora que desejasse,,,

    Esse era o cara! Futurista. Que jogava futebol de 2009 em 1973, 75. Quarenta anos à frente dos demais. Um tricolor puro-sangue, um baita volante que sempre recebeu os aplausos, reconhecimento e reverência do maior volante de todos os tempos: Paulo Roberto Falcão.

    Nos últimos anos, através da mágica da internet, me tornei para minha alegria, amigo do seu filho Igor. Que entrou em contato comigo, perguntando se eu tinha fotos da Máquina. Só depois me revelou que era para "homenagear ao seu pai, o Kléber, conhece Paulo"?... – “Mas é claro Igor, seu pai foi um dos meus ídolos!”

    E depois nesse ano de 2009, do próprio Kléber que entrou em contato comigo. E com muita humildade agradeceu pelas homenagens que fizemos a ele na nossa comunidade FLU MEMÓRIA-MUSEU TRICOLOR.

    A única e humilde maneira de nesse momento de dor, homenagear a esse grande jogador e ídolo do meu time e ao grande Ser Humano, filho, irmão, pai, amigo, é escrever essas mal-traçadas e dizer: Valeu Craque!

    Eternas Saudações Tricolores!

    Paulo Gomes, 26.07.2009