CONTRADIÇÃO
PAULO GOMES
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“CONTRADIÇÃO”
Flores malditas
guerra querida
pássaros reacionários
fome que é linda
vida que é dura
arrogância que cria
intelecto que mata
pão que desgasta
tristeza que sacia
políticos dóceis
Arrogância que mata
intelecto que cria
fome que é dura
vida que é linda
pão que sacia
tristeza que desgasta
pássaros dóceis
políticos reacionários
flores queridas
guerra maldita
22/7/86
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
VOZ DA POESIA - RAUL SEIXAS
POUSO PACATO EM PLUTÃO
DE: RAUL SEIXAS
NARRAÇÃO: EWERTON MATTOS
www.boaprosa.com.br
Estou perdido na varanda de Mercúrio sem asas
para perseguir meu eco.
Estou dominado pela rainha Medusa, sentada na sua poltrona de veludo verde com seus nove cães de prata ao lado.
Estou agora em labirintos de anis, onde mordomos gentis sorriem bemóis.Me cumprimentam cordialmente, centauros errantes nos pastos lilases do lado de fora.
Cavalgo em renas de rendas em desvairada velocidade para, angustiado, alcançar seus cabelos de nylon
que enfeitam a bandeira dos sonhos.
E lá se vai eu.
Estou correndo no sangue das verdes veias
duma idéia que brotou da fonte do ano que passou.
Sento-me no amarelo.Estou chorando em hipérboles!
Estou perdido na varanda de Mércurio sem asas para perseguir meu eco.Estou no espaço cósmico.Na plasmibiose do universo que se agiganta e me engole.
Estou há bilhões de anos-luz distante de mim mesmo.
Gentes de cera lustrosa arrastam seus corpos em direção á porta do nadda.Suco de clorofila borbulha em espumas verdosas em canecos de bronze, onde anões bebem sem boca.
Agora onde estou eu não sei.
Nem nunca soube.
Estou no cume do arco-íris?
Na parte da roxa daquele transferidor?... Sei lá. Nem m`importa.
Sentado, sozinho, sem medo de cair, ás sete horas de cores e uma mistura, eu pouso pacato em plutão, montado numa borboleta gigante, tranquila, quieta e colorida.
Pouso pacato em plutão, com um guarda-chuva e uma máquina de costura (daquelas singer antigas de pedal, que vovó usava para fazer gorrinhos para mim).
E a chuva não promete deixar vestigios
DE: RAUL SEIXAS
NARRAÇÃO: EWERTON MATTOS
www.boaprosa.com.br
Estou perdido na varanda de Mercúrio sem asas
para perseguir meu eco.
Estou dominado pela rainha Medusa, sentada na sua poltrona de veludo verde com seus nove cães de prata ao lado.
Estou agora em labirintos de anis, onde mordomos gentis sorriem bemóis.Me cumprimentam cordialmente, centauros errantes nos pastos lilases do lado de fora.
Cavalgo em renas de rendas em desvairada velocidade para, angustiado, alcançar seus cabelos de nylon
que enfeitam a bandeira dos sonhos.
E lá se vai eu.
Estou correndo no sangue das verdes veias
duma idéia que brotou da fonte do ano que passou.
Sento-me no amarelo.Estou chorando em hipérboles!
Estou perdido na varanda de Mércurio sem asas para perseguir meu eco.Estou no espaço cósmico.Na plasmibiose do universo que se agiganta e me engole.
Estou há bilhões de anos-luz distante de mim mesmo.
Gentes de cera lustrosa arrastam seus corpos em direção á porta do nadda.Suco de clorofila borbulha em espumas verdosas em canecos de bronze, onde anões bebem sem boca.
Agora onde estou eu não sei.
Nem nunca soube.
Estou no cume do arco-íris?
Na parte da roxa daquele transferidor?... Sei lá. Nem m`importa.
Sentado, sozinho, sem medo de cair, ás sete horas de cores e uma mistura, eu pouso pacato em plutão, montado numa borboleta gigante, tranquila, quieta e colorida.
Pouso pacato em plutão, com um guarda-chuva e uma máquina de costura (daquelas singer antigas de pedal, que vovó usava para fazer gorrinhos para mim).
E a chuva não promete deixar vestigios
domingo, 27 de fevereiro de 2011
HOMENAGEM - RONALDO FENÔNEMO
Todo amante do futebol sempre aplaudiu e há de sempre reverenciar o craque Ronaldo. Pelo que fazia em campo aliando técnica, oportunismo, velocidade, explosão e notável senso de oportunismo. Conjunto de qualidades que o fez um dos maiores e mais completos centroavantes de todos os tempos.
A humildade, simpatia e o jeitão de menino com um sorriso sincero no rosto também foram aliados do eterno garoto com cara da Mônica do Maurício de Souza.
Quando sofreu a mais grave contusão de sua carreira que desenhava um fim precoce de suas atuações nos gramados do mundo, eu compus um poema recheado de frases de otismo e de apoio e lhe enviei. Se leu, não sei. a resposta automática do seu site pelo menos agradecia. Anos depois da fantástica volta por cima coroada com a glória da conquista do Penta pela seleção onde foi o principal personagem, um comercial de TV usava exatamente como mote aquilo que dois anos antes eu destacava no meu poema: a bela mensagem contida na música TENTE OUTRA VEZ do meu ídolo Raul Seixas. Fiquei feliz. Tinha tido o saque não "há dez mil anos" antes, mas num tempo suficiente para dizer, siga em frente e lute... Acompanhem...
A humildade, simpatia e o jeitão de menino com um sorriso sincero no rosto também foram aliados do eterno garoto com cara da Mônica do Maurício de Souza.
Quando sofreu a mais grave contusão de sua carreira que desenhava um fim precoce de suas atuações nos gramados do mundo, eu compus um poema recheado de frases de otismo e de apoio e lhe enviei. Se leu, não sei. a resposta automática do seu site pelo menos agradecia. Anos depois da fantástica volta por cima coroada com a glória da conquista do Penta pela seleção onde foi o principal personagem, um comercial de TV usava exatamente como mote aquilo que dois anos antes eu destacava no meu poema: a bela mensagem contida na música TENTE OUTRA VEZ do meu ídolo Raul Seixas. Fiquei feliz. Tinha tido o saque não "há dez mil anos" antes, mas num tempo suficiente para dizer, siga em frente e lute... Acompanhem...
RESISTA RONALDO ...
... PORQUE VOCÊ É JOVEM, TALENTOSO, MERECE O SUCESSO, E O BOM FUTEBOL O MERECE TAMBÉM ...
... PORQUE OS TORCEDORES QUE ADORAM VER ESPETÁCULO, GOSTAM DE VOCÊ ...
... PORQUE NUNCA SE VENCE UMA GUERRA, SE NÃO HOUVER LUTA ...
... PORQUE VOCÊ É UM PRIVILEGIADO POR DEUS QUE TE DEU O DOM DE NASCER CRAQUE ...
... E TAMBÉM PORQUE APESAR DE TER CONSEGUIDO TANTA COISA MUITO CEDO, O SUCESSO “NUNCA LHE SUBIU À CABEÇA” E VOCÊ PERMANECE COM A MESMA HUMILDADE QUE DEUS LHE DEU ...
... PORQUE SEUS DRIBLES, ARRANCADAS E GOLS, AINDA ESTÃO VIVOS NA NOSSA MEMÓRIA COM GOSTINHO DE “QUEREMOS MAIS” ...
... PORQUE PRECISAMOS DE VOCÊ CONOSCO, PARA QUE A SELEÇÃO CONTINUE LUTANDO POR MAIS TÍTULOS ...
... E PORQUE TAMBÉM A HISTÓRIA ESTÁ REPLETA DE EXEMPLOS DE VENCEDORES QUE CAÍRAM VÁRIAS VEZES ANTES DA GLORIOSA VITÓRIA FINAL ...
... PORQUE DO SEU ROSTO SE VÊ O SEMBLANTE AINDA DE UM MENINO, CHEIO DE ALEGRIA E DE VONTADES ...
... PORQUE SEU FILHINHO QUE CHEGOU AO MUNDO AGORA, PRECISA TER ORGULHO DE VOCÊ E VER DURANTE MUITO TEMPO AINDA, COMO O SEU PAI É “UMA FERA” ...
... TAMBÉM PORQUE É IMPORTANTE VOCÊ MOSTRAR PARA OS SEUS PATROCINADORES E PATRÕES, QUE VOCÊ É UM DOS MELHORES DO MUNDO E QUE POR CAUSA DISSO, ELES PRECISAM TE RESPEITAR, TE DANDO O TEMPO CERTO, SEM PRESSA NEM COBRANÇAS, PARA QUE VOCÊ SE RECUPERE TOTALMENTE E PARA QUE SAIBAM QUE VOCÊ NÃO É UM SIMPLES PRODUTO DE PROPRIEDADE DELES...
... PORQUE OS INVEJOSOS E PESSIMISTAS PRECISAM VER VOCÊ DE NOVO BRILHANDO, PARA QUE CALEM SUAS BOCAS CHEIAS DE MALDADE E DE PREVISÕES NEGATIVAS ...
... PORQUE VOCÊ É BOM FILHO, E OS BONS FILHOS MERECEM SEMPRE O MELHOR...
... PORQUE VOCÊ NÃO NASCEU PRA SER PELÉ, NASCEU PRA SER RONALDO E COMO TAL, PRECISA ESCREVER TAMBÉM SEU NOME NO “LIVRO DOS MELHORES” ...
RESISTA RONALDO ...
... PRINCIPALMENTE PORQUE COMO DIZIA RAUL SEIXAS, “BASTA SER SINCERO E DESEJAR PROFUNDO VOCÊ SERÁ CAPAZ DE SACUDIR O MUNDO / E SE É DE BATALHAS QUE SE VIVE À VIDA, TENTE OUTRA VEZ” !
PAULO GOMES, 14/ABRIL/00
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domingo, 23 de janeiro de 2011
Poesia

DESTRUIDOR DO MUNDO
O Homem:
destruidor do mundo,não sabe nem por quê
mais não pode parar
o Homem :
capacidade pura,
inteligência rara,
mas não sabe usá-las
Impune,
ele vai destruindo
o que é de todos nós,o nosso habitat
florestas, seres humanos,
animais e mares,
o que ele ver na frente“a ordem é executar!”
não pensa em quem
não quer ter,
o fim que se desenha :
destruição total !
não sabe,que o final dos tempos,
o dito apocalipse
é ele que fazinconsciente,
vai semeando
a extinção da vida,
depois irá colher
não admite que é na Natureza,
que está a força vivada vida dos humanos
não respeita a obra do Divino
tudo que ele nos deu ,
e vai destruindo ...
agonizado,
irá se arrepender
mas já será tarde
não haverá o que fazer ...
Paulo Gomes - 31/01/86
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REFLETINDO
sábado, 20 de novembro de 2010
OUTRA BELA PANCADA DO PENSADOR!
Admiro muito a inteligência e a coragem de Gabriel, o Pensador.
Abaixo o mais novo "tijolaço" do poeta e contestador carioca. E logo abaixo um poema da nossa autoria da Década de 80 que ia mais ou menos na mesma linha. Chama-se PASSANDO À LIMPO (RAIO-X) e faz parte do livro HECATOMBE, A DIMENSÃO ESPATIFADA. Confiram...
PASSANDO À LIMPO (RAIO-X)
Eu não tenho estrutura
pra aguentar essa loucura
é uma bomba que explode
lá dentro do avião,
é arrocho no salário,
Greve Geral, “Plano Econômico
Ladrão”
o poder apodrecendo
e os homens se matando
“homem nada, isso é rato” ...
o que é que tá acontecendo?
é estupro e violência,
acabou a educação,
burro se multiplicando
o que será dessa nação?
um garoto cheira cola
transbordando ilusão
vai pra rua,
não tem casa, nem escola
o que é o cidadão?
é um cara massacrado,
sem defesa,
é um peão,
é o adolescente aprendiz...
... aprendiz de marginal
que aprende a atacar,
antes de virar a presa,
o ataque é sua defesa
acredite com certeza ...
é a Máfia reunida
“armada até os dentes”
exterminando a existência
de toda uma geração
é o camponês que vira nômade
não tem terra,
não tem grão
tem é fome e desespero
estampadas no seu rosto
- dor e ódio na razão –
é o sexo industrializado
vendido e divulgado
violentado lá no fundo
todo dia é deturpado
produto da mentira
na verdade é estuprado
são as seitas e costumes
e lavagens cerebrais
pobre homem infeliz
- o seu corpo é quem diz –
a “burrocracia” é um monstro
parceira do judiciário
êta duplazinha tenebrosa
monstruosa e desgraçada
o poder é ordinário,
a felicidade é saudosa ...
Paulo Gomes, 1987
Abaixo o mais novo "tijolaço" do poeta e contestador carioca. E logo abaixo um poema da nossa autoria da Década de 80 que ia mais ou menos na mesma linha. Chama-se PASSANDO À LIMPO (RAIO-X) e faz parte do livro HECATOMBE, A DIMENSÃO ESPATIFADA. Confiram...
PASSANDO À LIMPO (RAIO-X)
Eu não tenho estrutura
pra aguentar essa loucura
é uma bomba que explode
lá dentro do avião,
é arrocho no salário,
Greve Geral, “Plano Econômico
Ladrão”
o poder apodrecendo
e os homens se matando
“homem nada, isso é rato” ...
o que é que tá acontecendo?
é estupro e violência,
acabou a educação,
burro se multiplicando
o que será dessa nação?
um garoto cheira cola
transbordando ilusão
vai pra rua,
não tem casa, nem escola
o que é o cidadão?
é um cara massacrado,
sem defesa,
é um peão,
é o adolescente aprendiz...
... aprendiz de marginal
que aprende a atacar,
antes de virar a presa,
o ataque é sua defesa
acredite com certeza ...
é a Máfia reunida
“armada até os dentes”
exterminando a existência
de toda uma geração
é o camponês que vira nômade
não tem terra,
não tem grão
tem é fome e desespero
estampadas no seu rosto
- dor e ódio na razão –
é o sexo industrializado
vendido e divulgado
violentado lá no fundo
todo dia é deturpado
produto da mentira
na verdade é estuprado
são as seitas e costumes
e lavagens cerebrais
pobre homem infeliz
- o seu corpo é quem diz –
a “burrocracia” é um monstro
parceira do judiciário
êta duplazinha tenebrosa
monstruosa e desgraçada
o poder é ordinário,
a felicidade é saudosa ...
Paulo Gomes, 1987
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terça-feira, 9 de março de 2010
Poetando

CABEÇA
Maternidade
PAULO GOMES
Elas Vivem
NUMA Espécie
de clínica
de Repouso
Mas não Demora ,
Vão tendão alta ...
Uma um Uma
Vão Saindo do Descanso
Temporário
Umas briga ainda,
natimortas ,
Outras sadias , corpulentas ,
brilhantes ...
E pensasse :
" ELAS Mais Estavam aí
todo o tempo ? ..
Nem eu e sabiá Que carregava
Tão MIM em Nobres
Hóspedes "...
Ficam lá, quietinhas
Nunca se revelam
Antes da Hora ",
chegam Depois,
Surgem , nascem os ,
... Formas viram
... de partos em lampejos ,
Inspirações ...
São como Idéias e Criações
Como ESTA Que Acaba
Ser de Parida Pela
"Mente prenha "
8/9/90
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Poetando

*****
*****
*****
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MISSÃO IMPOSSÍVEL
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Dizer ou tentar falar o que se passa
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Dizer ou tentar falar o que se passa
no fundo de nós , é sempre tarefa ingrata
quase que impossível ...
pois letras e frases passam longe
dos sentimentos e sensações
que nos povoam, nos invadem, envenenam ou alegram
Nada pode medir, retratar, codificar, descrever
Nada pode medir, retratar, codificar, descrever
ou explicar
A Tarefa terá sido em vão ...
Pois o nosso peito
Não é uma folha de papel ,
nem nosso coração, um painel
nem nossas dores, teclados ou palavras
onde tudo facilmente pode ser escrito...
onde tudo facilmente pode ser escrito...
Derramar lamentações ou euforias
sob ás vestes da escrita ou de composições
é como querer desenhar o céu
apenas com um pedaço de giz
apenas com um pedaço de giz
num cantinho de chão ...
Paulo Gomes, 22/12/00
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ADORÁVEL MENTECAPTA - Paulo Gomes
E numa varanda
como ciranda
ela girou
e ficou nua,
excitada com aquela Lua
E fez das paredes o seu público devasso
e as paredes se masturbaram
revelando-se lésbicas
E assim continuou na sua louca dança
de ritmo crônico e estrelite aguda
Queria ser o limite da beleza e o sumo da sedução,
como ciranda
ela girou
e ficou nua,
excitada com aquela Lua
E fez das paredes o seu público devasso
e as paredes se masturbaram
revelando-se lésbicas
E assim continuou na sua louca dança
de ritmo crônico e estrelite aguda
Queria ser o limite da beleza e o sumo da sedução,
o cômico ...
Tentava lamber aos próprios seios,
Tentava lamber aos próprios seios,
para chocar a quem o show pudesse ver...
E sem piscar os olhos, ligou a TV
E sem piscar os olhos, ligou a TV
e acompanhou o horário eleitoral
e no final falou que “afifou”, mas “ que nem sabia
e no final falou que “afifou”, mas “ que nem sabia
direito o que isso queria dizer” ...
Chorou e recitou uma poesia vinda do improviso
e sacudiu a cabeça querendo que dela
saísse larvas vulcânicas
e vendo que não conseguia,
desafiou a razão e disse pra ela própria :
- “Eu sou o vulcão !”
E continuou sozinha a produzir o seu “clipe agonia”
com os gestos obscenos que vinham das entranhas de sua loucura
E querendo se alimentar,
simplesmente bebeu seu sangue menstrual
e continuou agindo como se fora uma musa bestial
E só ela entendia o significado daquele ritual
E fazia questão que tudo fosse assim: ferozmente endemoniado
E qual era a razão?..
A dúvida também surgiu para ela...
Seria tudo aquilo somente uma aventura da imbecilidade humana
ou um capricho da divina criação?..
3/11/89
3/11/89
Poema extraído do Livro "Remando em Rimas"
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Poetando

CINE VAZIO
Paulo Gomes
No fundo dos meus olhos
é possível ver um filme muito triste
e o pior, repetitivo,
realista, perverso,
fatalista e que nunca sai de cartaz...
é possível ver um filme muito triste
e o pior, repetitivo,
realista, perverso,
fatalista e que nunca sai de cartaz...
Em sessões contínuas
dia após dia,
dia após dia,
semana atrás de outra, ano após ano,
está lá, a fita sendo projetada,
e o personagem principalestá lá, a fita sendo projetada,
vivendo as mesmas situações
dizendo as mesmas falas,
contracenando com as mesmas
pessoas e no final amargando
o mesmo desfecho ...
Esse filme infindável
é sempre projetado no mesmo cinema
em que a bilheteria não tem movimento,
platéia não existe e as poltronas estão sempre vazias
Somente uma pessoa, sozinha,
calada, manuseia a máquina de projeção
e assiste vez após outra ...
Ele é o projetista, espectador
e personagem da entediante história
que se chama “Solidão” e que eternamente
está em cartaz nesse cine chamado
“vazio”
12/4/00
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Poetando
%%% **** $ $ $ # # # # ((())))) $ $ $ ***** !!!!!! + + +
DESTRUIDOR DO MUNDO
Paulo Gomes
Homem O:
destruidor do Mundo,
nao SABE quê Por NEM
Mais nao Parar PoDE
destruidor do Mundo,
nao SABE quê Por NEM
Mais nao Parar PoDE
Homem O:
pura CAPACIDADE ,
rara Inteligência ,
Mas nao SABE usa- las
Impune ,
elementos vai destruindo
O Que Todos Nós ,
O Nosso habitat
Florestas , animais
e éguas,
O Que elementos ver nd Frente
"A executar e Ordem "!
nao Quem Pensa em
nao ter Quer,
FIM O Que se desenha :
total destruição !
nao SABE,
Que o final tempos dos ,
o Dito apocalipse
E FAZ Que elementos
Inconsciente ,
vai Semeando
a Vida da extinção ,
DEPOIS Irá colher
nao Admite Que E Na Natureza,
Que estabeleci uma Força Viva
dos da Humanos Vida
nao Respeita uma obra do Divino
Tudo Que DEU nsa elementos ,
e vai destruindo ...
agonizado ,
Irá se arrepender
Mas JÁ Será, será Tarde
nao haverá o Que fazer ...
pura CAPACIDADE ,
rara Inteligência ,
Mas nao SABE usa- las
Impune ,
elementos vai destruindo
O Que Todos Nós ,
O Nosso habitat
Florestas , animais
e éguas,
O Que elementos ver nd Frente
"A executar e Ordem "!
nao Quem Pensa em
nao ter Quer,
FIM O Que se desenha :
total destruição !
nao SABE,
Que o final tempos dos ,
o Dito apocalipse
E FAZ Que elementos
Inconsciente ,
vai Semeando
a Vida da extinção ,
DEPOIS Irá colher
nao Admite Que E Na Natureza,
Que estabeleci uma Força Viva
dos da Humanos Vida
nao Respeita uma obra do Divino
Tudo Que DEU nsa elementos ,
e vai destruindo ...
agonizado ,
Irá se arrepender
Mas JÁ Será, será Tarde
nao haverá o Que fazer ...
31/01/86
Do Livro Hecatombe , A ESPATIFADA DIMENSÃO
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Poetando

Acaciano
Sábio Aquele Que É Seu Lugar conhecê ;
Conhecê uma Esquerda e Direita um andar do Seu ;
O norte e o sul de SUA Própria sorte ;
Foge do CALOR mortal com uma picardia do condor ;
O Importante , porém,
Para a Sabedoria fundamental
é conhecer o Seu Lugar , SUA serventia .
Aquele Lugar Que Não Permite, de ida,
Volta, partida OU fuga .
Sábio É o Homem Que Caminha
Sábio É o Homem Que Caminha
Sair sem fazer Lugar.
Sábio o E Que Trata Homem
" Galáxia Distante " Seu bar Como.
Livro Gaiteiro Velho, Brasil Ed.Bertrand , 2003
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domingo, 31 de maio de 2009
Poetando

Essa poesia faz parte do meu livro "Hecatombe, a dimensão espatifada!"
ALFABETO BRASILEIRO
Paulo Gomes
A ntes de qualquer coisa, o Brasil não é um país sério
B rinquedo nas mãos dos gringos
C ontinente no tamanho, “Nélson Ned” na vergonha
D eus com certeza, não é brasileiro
E pidemias e mosquitos ainda matam esse povo
F aminta pátria amada
G igante adormecido, será que acorda ?
H averemos de um dia chegar lá
I ntelectuais, artistas e poetas, “às pampas temos”
J ânio por favor NÃO !!!!!!
L argos sorrisos estampam nos rostos burgueses
M iséria e pobreza, nos rostos humildes
N inguém contesta que esse é o país do futuro
O utros invejosos, tentam destruí-lo
P atriciado, segundo Darcy
“Q ue país é esse ?” pergunta Russo, o candango Renato
R atos, tubarões e corvos, formam a fauna política tupiniquim
S audade temos de Getúlio, Jango, J.K. e Tancredo
T udo um dia será diferente
U rutus e fuzis sempre ameaçam
V eremos isso aqui ainda virar potência
“Xucarramães”, tupis, guaranis serão orgulho nacional
Z arpa esse povo para uma “virada histórica”, basta querer...
3/8/88
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REFLETINDO
sexta-feira, 20 de março de 2009
Poetando

Contraponto
Impossível saber
o que há de melhor,
o que mais me encanta
numa mulher ...
Em umas certamente é o jeito sedutor
em outras a timidez,
em tantas, o poder felino conquistador
das caçadoras,
nas discretas e meigas,
o jeito de quem adora ser conquistada,
caçada...
em umas, a beleza dos pés,
o jeito sério...
em algumas outras, os ombros imponentes
a gostosa risada...
Numas, o cabelo louro,
noutras, o cabelo negro
Em muitas, o perfume afrodisíaco
em outras tantas, o aroma da água de cheiro
Em umas, o abraço-meio
em outras, o beijo-inteiro
é notável e eu gosto da inteligência de algumas
e da ingenuidade de muitas outras
Adoro a "loirice",,
a morenice,
a negritude ...
E quem foi que disse
que é defeito o jeito
de quem quase nunca se mete em nada ? ....
mas é também admirável
as mulheres de atitude, que enfrentam
com a gente qualquer parada...
de umas, a forte personalidade
de outras ,o dengo,
a entrega, a cumplicidade
de umas a mania de usar um batom
gostoso e fatal,
de outras o jeito de deixar
os lábios ao sabor natural
Os fartos peitos de umas
os deliciosos peitinhos de outras...
De algumas, o querer ser dona
de outras, o adorar ser propriedade
E até o jeito de mentir de algumas
e de outras tantas, a ferrenha sinceridade...
De umas , a quase santidade
de outras, a vocação de ser safada
o querer sufocar de tanto amar de uma
e da outra o simples gosto de ser amada
Adoro as que irritam por serem tão ciumentas
e não resisto as que adoram matar a gente de ciúme
as que tem o cheiro do suór natural
e as que adoram se banhar de caro e chique perfume
são irresistivéis as ninfêtas de 15
e deliciosas as balzacas de 33
maravilhosa, a sapeca estudante,
perfeita, a charmosa professora...
As que se contentam com um misto quente
e as que estouram o cartão de crédito da gente..
Ah como sou babaca...
em todas há beleza, encanto
tenho que destacar tudo
tenho que escolher todas:
as amigas, as esposas,
as amantes ...
as românticas que juram amor eterno
as objetivas e rapidas "ficantes"'
as que ligam apenas para dizer
"te amo"...
As que fazem a comida mais simples,
parecer um verdadeiro banquete...
as que nas madrugadas nos diz no ouvido
que serão nossas por todas as vidas
na atual e nas que virão
as que adoram nos esquentar no inverno
e passear de mãos dadas nos fins de tarde
de verão
eu vejo a mulher ideal em tantas coisas
na beleza interior,
no gostar de viver, no querer
no bonito visual
no corpo, na alma
no astral...
Paulo Gomes,
28/agosto/03
terça-feira, 17 de março de 2009
Cultura

Poema atribuído a Neruda
é da brasileira Martha Medeiros
O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.
"Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destrói seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar..."
Assim começa o poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, que não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros. O próprio jornal Estampa, de dezembro, do Sintrafesc, cometeu o mesmo equívoco e, por isso, pede desculpas aos leitores.
Este verso e outros mais circulam na internet há muito tempo e "não sabemos quem os atribuiu a Neruda, mas os nerudianos que temos consultado não os conhecem", afirma Adriana Valenzuela, bibliotecária da Fundação. Porque não é apenas Muere Lentamente o único "falso Neruda" que encontram os internautas. Também costumam atribuir ao autor do Canto Geral os poemas Queda Prohibido, que é de Alfredo Cuervo, escritor e jornalista espanhol, e Nunca Te Quejes, de autor ignorado pela Fundação.
O diretor executivo da Fundação, Fernando Sáez, diz que não é a primeira vez nem será a última, que as pessoas imputem a um poeta famoso textos que ele jamais escreveu e cuja autoria é desconhecida. Um dos enganos do gênero aconteceu com um famoso texto atribuído a Borges sobre as maravilhas da vida, que nem com sua maior ironia ele teria suportado e menos ainda escrito. O suposto poema de Borges, Instantes, segundo esclareceu a viúva do escritor, María Kodama, é de autoria da escritora norte-americana Nadine Stair.
Mais estrondoso ainda foi o falso apócrifo atribuído a Gabriel García Márquez, La Marioneta, com o qual o prêmio Nobel de Literatura colombiano se despedia de seus amigos, após saber que estava com um câncer. "Se por um instante Deus se esqueceu de que sou um marionete de pano e me presenteasse com um pouco mais de vida, aproveitaria esse tempo o mais que pudesse..." diz o texto cuja "autoria" quase matou de verdade García Márquez, como ele mesmo disse ao desmentir que o poema fosse criação sua. "O que pode me matar é a vergonha de que alguém acredite de verdade que fui eu que escrevi", disse Gabo.
Muere Lentamente é uma poesia da escritora brasileira Martha Medeiros, autora de numerosos livros e cronista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, conforme informou à EFE a Fundação Neruda. Cansada de ver as pessoas dizendo que o poema é do poeta chileno, a própria escritora entrou em contato com a Fundação Neruda para esclarecer a autoria do texto, pois os versos coincidem em grande parte com seu texto A Morte Devagar, publicado em 2000, às vésperas do Dia dos Mortos. Em declarações à EFE, Martha reconhece que não sabe como o poema começou a circular na internet, já que há "muitos textos" seus que estão na rede "como se fossem de outros autores". "Infelizmente, não há nada a fazer", acrescenta.
A poeta e romancista brasileira de 47 anos admira profundamente o poeta chileno Pablo Neruda, de quem se declara uma fã, mas prefere que "cada um tenha seu trabalho reconhecido". No entanto, não perde o sono com essas coisas e assegura que tem "humor suficiente para rir de tudo isso". A Fundação concorda com Martha e afirma que pouco pode ser feito para deter esta bola de neve na rede, já que ao fazermos uma busca no Google sobre o poema Muere Lentamente associado ao nome do poeta Pablo Neruda, vão aparecer milhares de referências ao poema associado ao nome do poeta.
QUEM MORRE?
Morre lentamente Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje! Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ.
QUERO AQUI REPARAR O NOSSO ERRO. TAMBÉM EMBARCAMOS NA INFORMAÇÃO ERRÔNEA DE QUE O BONITO POETA ERA DO EXTRAORDIÁRIO PABLO NERUDA. GRAÇAS A UMA PROVIDENCIAL MENSAGEM DE MINHA AMIGA INTERNAUTA REGINA COELI - AMIGA ORKUTEIRA E TRICOLOR DIGA-SE DE PASSAGEM-, FAZEMOS AGORA O DEVIDO REPARO COM A ALEGRIA DE SABER QUE AS BELAS PALAVRAS DO POEMA SÃO DE UMA MULHER, BRASILEIRA, GAÚCHA MAIS PRECISAMENTE.
SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE ELA :
Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira.
Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Matos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. Casou-se com o publicitário Luiz Telmo de Oliveira Ramos e tem duas filhas. Formou-se em 1982 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre.
Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Quando seu marido recebeu uma proposta de trabalho no Chile, decidiu que uma mudança de país seria uma ótima oportunidade para dar um tempo na profissão. Esta estada de nove meses no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou.
Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Quando seu marido recebeu uma proposta de trabalho no Chile, decidiu que uma mudança de país seria uma ótima oportunidade para dar um tempo na profissão. Esta estada de nove meses no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou.
Obras publicadas:
Strip-Tease (1985),
Meia noite e um quarto (1987)
Persona non grata (1991)
De Cara Lavada (1995)
Poesia Reunida (1998)
Geração Bivolt (1995)
Topless (1997)
Santiago do Chile (1996).
Trem-Bala (1999) - livro de crônicas já na nona edição, adaptado com sucesso para o teatro,
sob direção de Irene Brietzke.
Non Stop (2000)
Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000)
Divã (2002)
Montanha-Russa (2003)
Esquisita como Eu (2004)
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007) - infantil
Doidas e Santas (2008) - livro de crônicas
Non Stop (2000)
Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000)
Divã (2002)
Montanha-Russa (2003)
Esquisita como Eu (2004)
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007) - infantil
Doidas e Santas (2008) - livro de crônicas
terça-feira, 10 de março de 2009
Poesia

Morre lentamentePablo Neruda
Morre lentamente quem não viaja,quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma
Morre lentamente quem não viaja,quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma
em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is"
em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando
Morre lentamente quem não vira a mesa quando
está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir
atrás de um sonho, quem não se permite
pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos,
da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
Quem não pergunta sobre um assunto que desconhece ou
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
Quem não pergunta sobre um assunto que desconhece ou
não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda
PESQUISE SOBRE PABLO NERUDA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
Pablo Neruda
PESQUISE SOBRE PABLO NERUDA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
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sábado, 7 de março de 2009
Dia Internacional da Mulher - Homenagem

TODAS AS MULHERES DO MUNDO
Essa Rita,
essa Maria,
essa rotina,
essa romaria
em busca de paz...
Essa Rita,
essa Maria,
essa rotina,
essa romaria
em busca de paz...
Essa Ana,
essa Luíza,
essa fulana,
aquela juíza,
tão frágeis,
na mão de qualquer rapaz...
Essa Neuza,
essa Conceição,
essa formosa deusa
que apesar da diária decepção
não se rende a tristeza
e consegue ainda ser feliz
e lutar ...
Essa Joana,
essa Tereza,
essa Jonaide
com certeza,
mulheres de verdade
Mães até dos seus homens
operárias, heroínas anônimas
amantes, guerreiras diárias
Cora, Elke, Dercy, Zezé, Zizi
Christiane, Carmem, Joselita,
Albertina, Lucélia, Lígia,
Nívia, Baby, Bete,
Eugênia, Mônica, Eliane
Isabelina, Isabela, Coralina,
Marina, Helena,
Rosa, Heloísa,
Anézia, Anaide,
Amália, Adélia,
Todas “amélias” ...
Os filhos, os maridos
a própria vida, os sonhos
quase mortos
ou ainda sofridos,
a luta, o filho quase homem
a sede, a fome,
o futuro,
tudo, tudo
as preocupam...
O choro, a dor, a reza
a ausência, a traição,
a pátria, o pão
a família...
dela, a menopausa,
da filha a gravidez precoce,
a menstruação
e ainda quando sobra tempo,
os amores, o coração ....
Tudo compondo
a cabeça, a alma,
o sentimento dessas
frágeis-fortes damas
donas do mundo,
ainda que isso seja apenas
um desejo utópico e profundo
de um poeta ...
Paulo Gomes, 14/12/95
essa Luíza,
essa fulana,
aquela juíza,
tão frágeis,
na mão de qualquer rapaz...
Essa Neuza,
essa Conceição,
essa formosa deusa
que apesar da diária decepção
não se rende a tristeza
e consegue ainda ser feliz
e lutar ...
Essa Joana,
essa Tereza,
essa Jonaide
com certeza,
mulheres de verdade
Mães até dos seus homens
operárias, heroínas anônimas
amantes, guerreiras diárias
Cora, Elke, Dercy, Zezé, Zizi
Christiane, Carmem, Joselita,
Albertina, Lucélia, Lígia,
Nívia, Baby, Bete,
Eugênia, Mônica, Eliane
Isabelina, Isabela, Coralina,
Marina, Helena,
Rosa, Heloísa,
Anézia, Anaide,
Amália, Adélia,
Todas “amélias” ...
Os filhos, os maridos
a própria vida, os sonhos
quase mortos
ou ainda sofridos,
a luta, o filho quase homem
a sede, a fome,
o futuro,
tudo, tudo
as preocupam...
O choro, a dor, a reza
a ausência, a traição,
a pátria, o pão
a família...
dela, a menopausa,
da filha a gravidez precoce,
a menstruação
e ainda quando sobra tempo,
os amores, o coração ....
Tudo compondo
a cabeça, a alma,
o sentimento dessas
frágeis-fortes damas
donas do mundo,
ainda que isso seja apenas
um desejo utópico e profundo
de um poeta ...
Paulo Gomes, 14/12/95
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Reflexões Momescas - Paulo Gomes


CARNAVAL REAL
É tempo de festa, alegria,“é carnaval” ...
esqueçamos os problemas,
esqueçamos os problemas,
a ordem é se divertir“ô lê-lê” ...
as contas a pagar ...“ô lá-lá”...
as traições do sistema“ziriguidum”
o realinhamento (que é aumento)“ôba, ôba”...
as torturas aos honestos“Colombina eu te amei” ....
a repressão feroz “ti-ti-ti, deboche, frevo”...
a falta de trabalho e pão“atrás do trio elétrico”...
crianças morrem de fome“oh, quantos palhaços no salão” ...
a dívida que pagamos pelo que não gastamos
mas “é carnaval, que legal” ...
28/2/87
DAY AFTER
Tudo era festa na avenida
havia alegria e serpentina
todo mundo em loucas transações
mas nos negros gabinetes
haviam outras “armações”
o povo era louco e endiabrado
o povo era louco e endiabrado
e “eles” eram mal intencionados
bolavam seus esquemas “pós e após”
depois liquidavam de netos a avós !
enquanto se dançava, se esquecia
enquanto se dançava, se esquecia
a vida de miséria e de agonia mas
o pior estava por vir
dos céus do Planalto “pacotes” vão cair!
em cima da cabeça do povinho ...
tudo tava pronto e bem prontinho
tudo tava pronto e bem prontinho
agora é só jogar e tudo bem
a ressaca será uma forte aliada
o corpo tá dormente e dolorido
o “day after” do Momo deixa um rastro bem fedido...
1988
Poemas do Livro "Hecatombe, a dimensão espatifada!" de Paulo Gomes
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domingo, 11 de janeiro de 2009
Poetando

"A loucura é a explosão do que está adormecido,
é a erupção do que está contido,
é a espontaneidade vindo à tona,
é o inesperado que detona
É a pura manifestação do Ser em ebulição
e na plenitude
É a rebelde e santa atitude
do transgredir e do transcender!
Viva a Loucura!
A loucura boa e sadia
que move, muda, dá colorido e vida a tudo!"
Paulo Gomes
11.01.2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Poesia - Homenagem à Bahia

DUALIDADES E
UNANIMIDADES
BAIANAS
Há quem se divida entre...
Bahia-Vitória,
Daniela-Ivete,
acarajé-abará,
Itapuã-Rio Vermelho,
Cira-Dinha,
Dodô e Osmar
Waldir-Malvadeza,
muqueca de camarão-bobó,
Caetano-Gil,
Pituba-Amaralina,
Douglas-Osni,
Aratu Canal 4-Itapoan Canal 5,
Itabuna-Ilhéus,
Divaldo-Medrado,
Armandinho-Pepeu,
Duda-Nizan
Mestres Pastinha e Bimba,
Bahia-Vitória,
Daniela-Ivete,
acarajé-abará,
Itapuã-Rio Vermelho,
Cira-Dinha,
Dodô e Osmar
Waldir-Malvadeza,
muqueca de camarão-bobó,
Caetano-Gil,
Pituba-Amaralina,
Douglas-Osni,
Aratu Canal 4-Itapoan Canal 5,
Itabuna-Ilhéus,
Divaldo-Medrado,
Armandinho-Pepeu,
Duda-Nizan
Mestres Pastinha e Bimba,
Beijoca-André Catimba,
Gantois-Bonfim,
Bahiano-Associação,
Circuitos Barra e Campo Grande,
Yemanjá-Conceição,
Bethânia-Gal,
02 de fevereiro-08 de dezembro,
São João-Carnaval ...
Mas algumas coisas são únicas e sagradas...
... o canto e o mar de Caymmi,
a poesia de Castro Alves,
uma água de coco,
Jorge Amado,
A magia de Mãe Menininha,
o som e o desenho do berimbau,
as dunas e Lagoa do Abaeté,
a sorveteria da Ribeira,
o trio elétrico,
as delícias de Dadá,
o violão de João Gilberto,
a inteligência de Armando Oliveira,
a beleza de Itaparica,
o pôr-do-sol da Ponta de Humaitá,
Raul Seixas,
o TCA
a sabedoria de Cid Teixeira,
o Elevador Lacerda,
Glauber,
A malandragem de Riachão,
a santidade de Irmã Dulce,
os Filhos de Gandhi,
o Ilê, Olodum
Ruy Barbosa,
a nossa gente,
Acelino Popó,
Gantois-Bonfim,
Bahiano-Associação,
Circuitos Barra e Campo Grande,
Yemanjá-Conceição,
Bethânia-Gal,
02 de fevereiro-08 de dezembro,
São João-Carnaval ...
Mas algumas coisas são únicas e sagradas...
... o canto e o mar de Caymmi,
a poesia de Castro Alves,
uma água de coco,
Jorge Amado,
A magia de Mãe Menininha,
o som e o desenho do berimbau,
as dunas e Lagoa do Abaeté,
a sorveteria da Ribeira,
o trio elétrico,
as delícias de Dadá,
o violão de João Gilberto,
a inteligência de Armando Oliveira,
a beleza de Itaparica,
o pôr-do-sol da Ponta de Humaitá,
Raul Seixas,
o TCA
a sabedoria de Cid Teixeira,
o Elevador Lacerda,
Glauber,
A malandragem de Riachão,
a santidade de Irmã Dulce,
os Filhos de Gandhi,
o Ilê, Olodum
Ruy Barbosa,
a nossa gente,
Acelino Popó,
o “A Tarde”
e o “óxente”...
e o “óxente”...
Paulo Gomes, 18.12.04
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Homenagem - Poesia - Chico e Raul


Tenho dois grandes ídolos na música: Chico Buarque e Raul Seixas. Chico desde a infância quando via meu pai ouvindo canções como A Banda, A Rita, Olê, Olá, Carolina, Roda-Viva e tantas outras e minha mãe a ouvir "Olhos nos olhos" principalmente no mesmo disco que tinha "O que será", Mulheres de Atenas", "Meu Caro Amigo" ETC...
Raulzito eu descobri já adolescente e aí foi para a vida toda. Com o peso de sua obra e de sua vida influenciando na minha em muita coisa. Mas sempre fiquei preocupado como os outros viam essa admiração dupla a dois artistas e personalidades de talentos bem distintos nos seus estilos e estéticas.
Resolvi então escrever sobre os dois e saiu isso:
Chico e Raul
Chico constrói coisas,
Raul desenha outras
a palavra que define Chico é coerência
a de Raul, irreverência
Chico fala sobretudo para as mulheres,
Raul para os jovens
Chico é organizador,
Raul,libertário
a obra de Chico se resumiria
na palavra “vida’,
a de Raul, na palavra “sonho”
Chico é imaginação,
Raul, revolução
Chico é Brasil
Raul é Universo
Chico é o poeta do povo
Raul é o poeta do todo
Chico é letra
Raul sentimento
Chico, socialista
Raul, anarquista
Chico, pensamento
Raul, atitude
Gênios em seqüência astral : gêmeos e câncer
Um é palanque, o outro pileque
Duas inteligências magníficas
Chico o maior criador da MPB
Raul da MPU – Musica Popular do Universo
Gênios em seqüência astral : gêmeos e câncer
Um é palanque, o outro pileque
Duas inteligências magníficas
Chico o maior criador da MPB
Raul da MPU – Musica Popular do Universo
Um convence, o outro transcende...
Meus dois grandes mestres!
Paulo Gomes,
Meus dois grandes mestres!
Paulo Gomes,
12.12.2005
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