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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

COLUNA BAÚ DA BOLA - AYRTON SENNA

Na coluna dessa semana do nosso BAÚ DA BOLA no Portal Ibahia.com fazemos uma rápida análise sobre o filme "Senna" e prestamos uma homenagem ao maior piloto de todos os tempos da Fórmula 1.

Confiram:
http://www.portalibahia.com.br/p/ibahiafc/coluna-paulo-gomes

sábado, 9 de outubro de 2010

Cinema 'O Gigante'

VISTO E APROVADO!

"O GIGANTE",

RETRATO PERFEITO DO BRASIL

Quem navegava tranquilo pelo Rio Tietê até os anos 50, jamais poderia prever que, em vez de píers e áreas de lazer, a grande atração de suas margens hoje seriam as garrafas pet gigantes criadas pelo artista plástico Eduardo Srur que têm colorido suas margens. Já quem não tem na memória afetiva as bucólicas cenas do rio que hoje carrega o triste título de ‘o mais poluído do País’ pode ver estas cenas hoje, no documentário O Gigante, de Mario Civelli, que estréia no sábado, 5, no É Tudo Verdade, 15 horas, na Cinemateca. O filme também está sendo exibido no Canal Brasil (SKY e NET).

Mais que um registro da história, o longa é testemunha da evolução do próprio cinema documental ao longo do século 20. "É um trabalho pioneiro. Além de ser um mosaico sobre o Brasil ao longo das décadas de 1910 a 1970, sua linguagem é irreverente e informal. Sua montagem e sua narrativa são novas", conta Patrícia Civelli, cineasta, filha de Mario e responsável pela conservação do imenso acervo do cineasta.

O italiano Mario Civelli chegou ao Brasil em 1946 com a tarefa de pesquisar locações para um filme sobre Anita Garibaldi a pedido de Dino de Laurentiis. O filme nunca saiu, mas ele resolveu não voltar à Itália e, em 1952 fundou a Multifilmes, em Mairiporã. Civelli é responsável pelo primeiro filme colorido brasileiro, O Destino em Apuros (com Paulo Autran).

Além da ficção, Civelli foi o primeiro documentarista a percorrer a matas virgens de Goiás, Mato Grosso, Alagoas e Bahia. Embrenhou-se pela Amazônia duas vezes, de onde saiu com O Grande Desconhecido (1956) e Rastros da Selva (1958). Chamou a atenção de Marechal Rondon, que cedeu a ele as imagens que havia registrado no início do século de suas expedições pela Amazônia.

"São estes filmes, e também o material que o cinegrafista dinamarquês William Guericke possuía, que formam o mosaico de O Gigante. "Comemoro o fato de que menos um filme engrossou a lista dos 60% das produções nacionais que viraram pó. Não fosse o trabalho de restauro de Marcelo Siqueira, da TeleImage, tudo se perderia", diz Patrícia. "Gericke e meu pai decidiram, em 1975, somar as forças e as imagens raras que cada um tinha e montar O Gigante. "As imagens antigas foram completadas com o material que ambos produziram para o filme, em cinemascope e coloridas."

O GIGANTE
DE: MARIO CIVELLI
BRASIL - SP
83'27, 35mm, 1969
FALADO EM PORTUGUÊS


SÁBADO  09/10 -  21:00  -  Canal Brasil
DOMINGO 10/10  - 14:00 - Canal Brasil  - 

Percorre-se diversos lugares do Brasil procurando captar tanto a modernidade e o progresso como a permanência de profundas desigualdades sociais e regionais. Imagens de uma São Paulo que começava a agigantar-se nos anos 20, a ousadia da arquitetura de Brasília, a pobreza dos “candangos", a estrada Madeira-Mamoré e a perfuração de petróleo em Lobato (BA) formam o retrato de um país de identidade múltipla. O tom crítico do filme levou à sua censura, em 1968, só tendo lançamento comercial nos anos 1970, embora com pouca circulação desde então.

"Pode haver quem goste do Brasil como eu, mas não há quem goste mais do que eu". Mário Civelli (italiano)


COMENTÁRIO DO BLOG (OBSERVAMOS) :  

"ACABEI DE ASSISTIR E SÓ HÁ UMA PALAVRA PARA DEFINIR: SENSACIONAL!
UMA VERDADEIRA AULA DE COMO FAZER UM DOCUMENTÁRIO. O LOCUTOR QUE NARRA O DOCUMENTÁRIO É SIMPLESMENTE FANTÁSTICO! IDEM PARA O TEXTO.


sexta-feira, 27 de março de 2009

Cinema - Folha Online



"Che foi meu personagem mais difícil", diz Benicio Del Toro

SILVANA ARANTES da Folha de S.Paulo

"Como se sente sendo um símbolo?", pergunta a repórter de TV ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara (Benicio Del Toro), em "Che", épico do americano Steven Soderbergh, cuja primeira parte --"O Argentino" (2h06)-- estreia hoje no Brasil. É 1964, e Che está em Nova York, onde desafiou a assembleia da ONU com um discurso afirmativo da Revolução Cubana, incluindo a execução de dissidentes: "A pátria ou a morte!".
Benicio Del Toro disse que interpretar Che Guevara foi seu trabalho mais difícil Del Toro, 42, nascido em Porto Rico e criado nos EUA, fala sobre como foi dar corpo ao símbolo Che, na entrevista a seguir, feita durante a Mostra de Cinema de São Paulo, em outubro passado.


Folha - Notou diferença ao interpretar um personagem que de fato existiu em relação aos ficcionais?
BENICIO DEL TORO - É diferente, pela responsabilidade com a história. É mais rígido. Você não pode sair da raia, porque as raias da história se mantêm.Em "The Wolf Man" (o homem-lobo), que fiz depois, podia inventar tudo. Se quisesse ficar de ponta-cabeça e falar, podia. Com Che, isso não é possível, porque se trata de um personagem histórico e nós decidimos respeitar a história.Folha - Alguns críticos avaliam que esse é "o" personagem de sua carreira. De um lado, é um elogio; de outro, soa como uma aposta de que tudo o mais será menor em seu percurso. Como se sente a respeito?
Del Toro - Sem dúvida é o papel mais importante, o mais difícil, o mais compromissado que fiz até agora --por ser latino-americano e pelo momento que vivemos. Mas não é o papel da vida de alguém, porque a vida dá voltas e a gente tem vontade de fazer outras coisas, além de ser ator. Ainda quero fazer meus próprios contos e, em algum momento, trabalhar como diretor.Folha - Em que sentido esse foi seu trabalho mais difícil?
Del Toro - Foi o mais difícil não apenas física, mas intelectualmente. O discurso dele diante das Nações Unidas é quase shakespeariano. É um espanhol muito intelectual, por isso é difícil. Esse personagem exige uma fusão de talentos, como se você tivesse que ser Gregory Peck e Steve McQueen, juntos.Outra coisa difícil foi a pesquisa. Como os atores gostam de fazer pesquisa, neste caso era um trabalho infinito. Sei muito sobre Che na fase que o filme abarca. Mas você me pergunta o que sei sobre a vinda dele ao Brasil [em 1961] e me dá vontade de ligar para os pesquisadores em Cuba e perguntar.Folha - Durante essa pesquisa para o filme, você tentou conversar com o pintor Ciro Bustos, apontado como delator de Che?
Del Toro - Não. Não tentamos contatá-lo e não houve uma razão especial para isso. Tivemos bastante contato com Debray [Régis, filósofo marxista francês, entusiasta da guerrilha], com Benigno, com Urbano e com Pombo [guerrilheiros que escaparam ao cerco a Guevara]. Faltou um [Bustos].Conheço bem a história dele, sei que passou por muita coisa. Não o julgo nem tampouco o filme o julga. É muito difícil acusá-lo de traidor. Ninguém sabe como se comportaria sob tortura. Respeitamos isso, de uma maneira muito humana.Agora, que ele fez os desenhos [de Che na selva boliviana, que estavam em poder dos militares que assassinaram o guerrilheiro] é um fato. Não se pode negar e isso está no filme.Folha - Quanto de seu desempenho como Che se deve à direção de Steven Soderbergh?
Del Toro - Pelo menos 50%, porque muitas vezes não estou atuando; estou reagindo. Steven vai tão rápido que, às vezes, você não pode atuar. Ele vai te dar uma ou duas chances [para acertar]. Então, é melhor reagir do que atuar, porque senão você pode exagerar na atuação.Folha - Das vezes em que foi a Cuba pesquisar sobre Che, quantas encontrou-se com Fidel Castro?
Del Toro - Uma.Folha - Como foi o encontro?
Del Toro - Curto. Havia uma feira de livro. Eu iria embora no dia seguinte. Recebi um telefonema. Fui. Encontrei Fidel e Hugo Chávez. Foi curto. Ele sabia do trabalho que estávamos fazendo. Ficamos de conversar sobre Che quando eu voltasse. Mas, quando voltei, ele já estava doente. Pelo menos estive com ele, o vi...Folha - O que você achou da atuação do ator mexicano Gael García Bernal como Che em "Diários de Motocicleta" (2004), dirigido por Walter Salles?
Del Toro - Muito boa. Gosto muito. Mas o Che de Gael é um Che diferente, porque está se formando. Por isso gosto tanto, por ser um Che de outra época. Não sou o mesmo Benicio Del Toro de quando tinha 18 anos. Há coisas que ficaram, mas não sou a mesma pessoa.
Folha - Qual é sua opinião sobre Rodrigo Santoro, que interpreta Raúl Castro no filme?
Del Toro - É um guerreiro. Batalha. Tem muita tenacidade e consegue o que quer. É algo que também tenho. Eu me vejo muito nele. Eu sou Del Toro. Ele é San-Toro. Temos essa coisa de ser cabeça-dura. Os guerreiros são os que vencem.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Cinema - A Grande Injustiça que Cometi











UM FILMAÇO ESQUECIDO POR MIM NA LISTA DOS MELHORES...

O QUE É ISSO COMPANHEIRO?...

Amigos, cometi uma grave injustiça ao realizar a mais recente enquete aqui do Blog que encerra-se hoje domingo dia 04 de janeiro. Ao listar grandes filmes brasileiros de todos os tempos para que vocês escolhessem os três que mais gostaram de ver, cometi o desatino de não incluir na relação, o excelente O Que É Isso, Companheiro? (filme) de Bruno Barreto.
O filme baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira. conta uma das histórias mais interessantes do periódo da ditadura militar brasileira iniciada nos anos 60: o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick realizado por jovens militantes do MR-8 (Movimento Revolucionário 08 de Outubro) e ALN (Ação Libertadora Nacional.) grupos revolucionários de esquerda que lutaram contra a repressão militar brasileira. O próprio Gabeira teve a brilhante idéia do sequestro que serviu para denunciar a existência das torturas e assassinatos cometidas nos porões da Ditadura e como troca da liberdade de 15 militantes de esquerda que estavam sob o poder da repressão do Governo Militar.

Para o meu 'castigo' o filme foi exibido mais uma vez ontem no Canal Brasil e eu o assisti mais uma vez, constatando o alto nível do trabalho e o meu grande vacilo ao esquecer de colocá-lo na enquete. A direção é extraordinária de Bruno Barreto e atuação é soberba de todo o elenco: Pedro Cardoso (no papel de Fernando Gabeira), além de Fernandinha Torres, Claudinha Abreu, Luis Fernando Guimarães, Matheus Nachtergaele e o saudoso Nelson Dantas.

Filmaço que merece e precisa ser visto por aqueles que necessitam conhecer melhor a história do nosso país. Esse tem selo de qualidade. Como diria o seu Creysson:
"Esse eu agarantio!"




domingo, 28 de dezembro de 2008

Cultura








CINE GLAUBER ROCHA
É REINAUGURADO DE CARA NOVA
Dez anos depois que foi fechado o Cine Glauber Rocha de Salvador que originalmente se chamou Cinema Guarany voltou a funcionar. Reinaugurado no último dia 16 como Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha . O prédio que fica localizado em uma dos maiores cartões postais de Salvador - a Praça Castro Alves-, pertence ao Governo da Bahia e foi arrendado por 15 anos ao projeto Artplex (espécie de multiplex voltado para os filmes de arte e que faz sucesso em São Paulo há 15 anos).

Desde o último dia 19 o público passou a desfrutar de selecionadíssimos filmes nas quatro modernas salas com capacidade para 800 espectadores. O novo Complexo de Arte contará com projetores de última geraçãoque exibirão filmes digitais e de película 35mm.
Um dado importante é que a rosácea criada pelo designer Rogério Duarte para o cartaz do filme "Deus e o diabo na terra do sol" (1964), de Glauber, que ficava na entrada do antigo Cine Glauber Rocha, permanece no projeto atual. Como a versão original foi demolida, ela foi redesenhada por Rogério e ganhou vida através do famoso artista plástico baiano Bel Borba conhecido pelos seus famosos mosaicos. Os índios de Carybé, que tambpem faziam parte do antigo cinema, foram devidamente restaurados e fazem parte da cena atual.
Cláudio Marques, idealizador e coordenador do projeto, conta que a idéia começou de forma tímida. Da concepção inicial ao início da reforma passaram-se mais de oito anos. As obras duraram dois anos e meio e trouxeram novidades e modernidade ao local.
O novo prédio abriga quatro salas de cinema com um total de 630 lugares, um café, a livraria Galeria do Livro,um restaurante e um espaço para exposições fotográficas que ficará aos cuidados do Instituto Moreira Sales.

O projeto que custou cerca de R$ 6 milhões tem patrocínio do Unibanco através da Lei do Audiovisual da Ancine (Agência Nacional do Cinema), financiamento do Banco do Nordeste e também utilizou recursos próprios dos sócios. O Ministério da Cultura apoiou desde o início a revitalização deste importante centro cultural. O projeto de reforma foi aprovado pelo departamento do Patrimônio Histórico do Iphan/Bahia e teve apoio da Agência Nacional do Cinema do Ministério da Cultura (Ancine/MinC) para a aquisição dos equipamentos tecnológicos das salas de cinema. O projeto também contou com patrocínio do Banco Itaú.


Nas primeiras semanas de funcionamento as salas do novo Glauber serão dedicadas especialmente, mas não exclusivamente, aos filmes de arte e à produção nacional e baiana. No dia 16, foram exibidas as imagens da cópia restaurada de "O Dragão da maldade contra o santo guerreiro" (1969), segundo longa de Glauber Rocha .

HISTÓRIA

Fundado em 1919, o Cine Guarany foi por cerca de 70 anos a principal sala de cinema de Salvador. Moderníssimo na época de sua inauguração, era freqüentado pela elite da sociedade baiana. Em 1955, após um período de decadência foi reformado e reinaugurado, quando ganhou o formato do telão retangular e som estéreo. Foi lá a estréia do primeiro longa-metragem do cinema baiano: Redenção (1959), de Roberto Pires.
Anos depois, o Cine Guarany passou por uma nova reforma e foi durante os anos 60 e 70 um dos principais cinemas de Salvador. Em 1981 com a morte de Glauber Rocha, o então governador do estado Antônio Carlos Magalhães resolveu homenagear o cineasta baiano de quem era amigo mudando o nome do cinema de Guarany para Cine Glauber Rocha. Mas o descaso e o abandono, junto com a chegada das modernas salas de shopping, afastaram o grande público e o Cine Glauber foi fechado em 1998.


LINK DO VÍDEO DE UMA REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO:


PARABÉNS A TODOS QUE ESTIVERAM À FRENTE DESSE BELO PROJETO QUE DEVOLVE À TÃO CARENTE VIDA CULTURAL DE SALVADOR UM ESPAÇO DE GRANDE QUALIDADE E IMPORTÂNCIA HISTÓRICA. ESPERAMOS QUE EM BREVE O MESMO SEJA FEITO COM A PRÓPRIA PRAÇA CASTRO ALVES ONDE LOCALIZA-SE O CINEMA, QUE AO LONGO DOS ANOS VEM SENDO MARGINALIZADA NO CARNAVAL BAIANO. LOGO ELA QUE DURANTE MUITO TEMPO, FOI O SEU PRINCIPAL CENÁRIO E PALCO.
OUTRA EXCELENTE MATÉRIA SOBRE O CINE GLAUBER ROCHA E SOBRE OS OUTROS CINEMAS QUE FORAM FECHADOS EM SALVADOR QUE VALE A PENA SER LIDA, FOI
PUBLICADA NO JORNAL CORREIO DA BAHIA DO DIA 08 DE DEZEMBRO.
CLIQUEM NO LINK ABAIXO E CONFIRAM: