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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MINHAS MUSAS 

A FILHA É LINDA, MAS QUEM CONHECEU A MÃE NO AUGE DO SUCESSO E DA JUVENTUDE, DEVE CONCORDAR QUE VERA GIMENEZ ERA TÃO, OU MAIS BONITA QUE A ESTONTEANTE LUCIANA, APRESENTADORA DO SUPERPOP DA REDETV!  

PRA MIM ERA MUITO MAIS BONITA QUE A XARÁ DELA QUE VIROU SÍMBOLO SEXUAL, A FISCHER...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Politicando


ANTOLÓGICO

Quando parece que nada mais pode ser dito sobre o jornalista Villas-Bôas Corrêa., ele não mais que de repente surpreende seus leitores pela qualidade como escreve defendendo suas idéias, com comparações emblemáticas e com um português que dá gosto ler.
O artigo que publicamos abaixo dá uma real idéia da lamentável e grave situação em que País atravessa, é simplesmente antológico e deveria ser guardado para servir como um exemplo permanente para as futuras gerações, seja de jornalista seja de leitores.



UM PAÍS TRISTE, ACUADO E TENSO

no Jornal do Brasil

A maior e mais confusa baderna de todos os tempos na história da aviação civil brasileira, com as panes do controle aéreo, certamente encontrará explicações e desculpas oficiais que amorteçam a veemência da perfeita síntese do presidente da Anac, Milton Zuanazzi: "Nunca houve um colapso aéreo desta magnitude no país".
Mas, quaisquer que sejam as justificativas técnicas e o reconhecimento da urgência com que o presidente reeleito determinou a compra de equipamentos para prevenir novas tragédias como a do Boeing da Gol, o episódio é emblemático: flagrante da virada, em cambalhota de circo da opinião pública que passa da euforia dos 58 milhões de votos que emplacaram o segundo mandato de Lula, para a evidência da frustração que infla o país tenso, acuado pela violência e que apaga o sorriso na máscara da tristeza.

Desta vez o governo não tem como jogar a culpa na herança amaldiçoada do antecessor. Espremido pela série de fracassos administrativos, pelos erros presidenciais na calamitosa articulação das alianças partidárias para garantir apoio parlamentar e, agora, atropelado pela queda livre na desordem urbana, que explode por toda a parte, como tumores em organismo dominado pela infecção.
O tal acordo com o PMDB, o primeiro da fila à porta do Palácio do Planalto, começou a fazer água no teste inaugural do desentendimento na escolha do candidato à presidência da Câmara. Ora, legendas que derrubam barreiras para apoiar o governo no novo mandato necessitam acertar os ponteiros no Congresso.
Pois, antes que o avalista da dupla PT-PMDB abrisse os olhos, os petistas lançaram a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia à sucessão do deputado Aldo Rebelo, o favorito do presidente, e o PMDB, para não ficar a ver os navios da beira do cais, anunciou que terá candidato próprio. Se a conversa subir ao alto nível do rateio de ministérios, ainda é possível colar o remendo no lanho da aliança.
A decomposição galopante da autoridade presidencial estimula as críticas internas. No drible para negar o choque frontal com a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, a todo-poderosa chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, chega ao limite do destampatório nas críticas ao governo pelas dificuldades que retardam as obras de infra-estrutura no país. Baixa o sarrafo: "O governo deixou de fazer projetos. Hoje há uma fila burra de projetos, onde nem sempre o melhor é aprovado".
Quem é o responsável, dona Wilma? Suspeito que seja o governo, que, murcho e desanimado, tomou um susto ao ver a sua imagem no espelho.
Para esconder o rosto, Lula deu por terminado o primeiro mandato, depois da pancada do crescimento ou encolhimento do PIB para 0,5% no terceiro semestre. As coisas ruins chegam em pacotes. A previsão do Ipea para o crescimento ano que vem baixou para 2,8%, quase metade dos 5% da meta das promessas.
E por aí vamos, ladeira abaixo. A desmoralização do Congresso avança com o perdão, pelo Conselho de Ética do Senado, da censura verbal ao senador Ney Suassuna (PMDB-PB), acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias pela CPI dos Sanguessugas.
A toga organiza-se em mutirão para furar o teto constitucional de R$ 24. 500 e acena com privilégios para juízes aposentados na cascata que regará todas as hortas.
Malha rodoviária em pandarecos, portos desmantelados, a segurança sob controle das gangues do tráfico - de que é mesmo que a população deve alegrar-se? Só mesmo dos 10 milhões de cestas básicas que matam a fome de 44 milhões de eleitores de caderno do presidente reeleito.



domingo, 4 de janeiro de 2009

InTeRnEt@Ndo - Folha Online


04/01/2009 - 15h25


Desenhos de Popeye agora são de domínio público na Europa

da Folha Online

Setenta anos após a morte de seu criador, Elzie Segar, os desenhos do marinheiro Popeye se tornaram de domínio público na Europa. A informação é do jornal britânico "The London Times".

De acordo com a reportagem, os desenhos do personagem perderam seus direitos autorais a partir do primeiro dia de 2009, e agora podem ser usados por qualquer pessoa sem que seja necessário o pagamento de alguma taxa ou autorização prévia.
A reportagem ainda explica que, embora a Europa proteja os direitos de uma obra durante 70 anos após a morte de seu criador, a política norte-americana é diferente e, por lá, os desenhos de Popeye estarão protegidos até 2024.

O marinheiro Popeye apareceu em diversas histórias em quadrinhos, desenhos animados, jogos, filmes e propagandas desde que foi criado, em 1929, e gerou cerca de US$2,2 bilhões (cerca de R$ 5 bilhões) em vendas anuais.

"Popeye é um dos primeiros desenhos famosos do século 20 a perder seus direitos autorais", disse Mark Owen, um especialista em propriedade intelectual, ao jornal.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Frases


"A HISTÓRIA NÃO É COMO UM TREM
QUE SEGUE O SEU PERCURSO,
DENTRO DO TRILHO DE NOSSAS INTENÇÕES
E NEM OBEDECE ÀS HORAS MARCADAS
DE NOSSAS ESPERANÇAS"


domingo, 28 de dezembro de 2008

Cultura








CINE GLAUBER ROCHA
É REINAUGURADO DE CARA NOVA
Dez anos depois que foi fechado o Cine Glauber Rocha de Salvador que originalmente se chamou Cinema Guarany voltou a funcionar. Reinaugurado no último dia 16 como Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha . O prédio que fica localizado em uma dos maiores cartões postais de Salvador - a Praça Castro Alves-, pertence ao Governo da Bahia e foi arrendado por 15 anos ao projeto Artplex (espécie de multiplex voltado para os filmes de arte e que faz sucesso em São Paulo há 15 anos).

Desde o último dia 19 o público passou a desfrutar de selecionadíssimos filmes nas quatro modernas salas com capacidade para 800 espectadores. O novo Complexo de Arte contará com projetores de última geraçãoque exibirão filmes digitais e de película 35mm.
Um dado importante é que a rosácea criada pelo designer Rogério Duarte para o cartaz do filme "Deus e o diabo na terra do sol" (1964), de Glauber, que ficava na entrada do antigo Cine Glauber Rocha, permanece no projeto atual. Como a versão original foi demolida, ela foi redesenhada por Rogério e ganhou vida através do famoso artista plástico baiano Bel Borba conhecido pelos seus famosos mosaicos. Os índios de Carybé, que tambpem faziam parte do antigo cinema, foram devidamente restaurados e fazem parte da cena atual.
Cláudio Marques, idealizador e coordenador do projeto, conta que a idéia começou de forma tímida. Da concepção inicial ao início da reforma passaram-se mais de oito anos. As obras duraram dois anos e meio e trouxeram novidades e modernidade ao local.
O novo prédio abriga quatro salas de cinema com um total de 630 lugares, um café, a livraria Galeria do Livro,um restaurante e um espaço para exposições fotográficas que ficará aos cuidados do Instituto Moreira Sales.

O projeto que custou cerca de R$ 6 milhões tem patrocínio do Unibanco através da Lei do Audiovisual da Ancine (Agência Nacional do Cinema), financiamento do Banco do Nordeste e também utilizou recursos próprios dos sócios. O Ministério da Cultura apoiou desde o início a revitalização deste importante centro cultural. O projeto de reforma foi aprovado pelo departamento do Patrimônio Histórico do Iphan/Bahia e teve apoio da Agência Nacional do Cinema do Ministério da Cultura (Ancine/MinC) para a aquisição dos equipamentos tecnológicos das salas de cinema. O projeto também contou com patrocínio do Banco Itaú.


Nas primeiras semanas de funcionamento as salas do novo Glauber serão dedicadas especialmente, mas não exclusivamente, aos filmes de arte e à produção nacional e baiana. No dia 16, foram exibidas as imagens da cópia restaurada de "O Dragão da maldade contra o santo guerreiro" (1969), segundo longa de Glauber Rocha .

HISTÓRIA

Fundado em 1919, o Cine Guarany foi por cerca de 70 anos a principal sala de cinema de Salvador. Moderníssimo na época de sua inauguração, era freqüentado pela elite da sociedade baiana. Em 1955, após um período de decadência foi reformado e reinaugurado, quando ganhou o formato do telão retangular e som estéreo. Foi lá a estréia do primeiro longa-metragem do cinema baiano: Redenção (1959), de Roberto Pires.
Anos depois, o Cine Guarany passou por uma nova reforma e foi durante os anos 60 e 70 um dos principais cinemas de Salvador. Em 1981 com a morte de Glauber Rocha, o então governador do estado Antônio Carlos Magalhães resolveu homenagear o cineasta baiano de quem era amigo mudando o nome do cinema de Guarany para Cine Glauber Rocha. Mas o descaso e o abandono, junto com a chegada das modernas salas de shopping, afastaram o grande público e o Cine Glauber foi fechado em 1998.


LINK DO VÍDEO DE UMA REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO:


PARABÉNS A TODOS QUE ESTIVERAM À FRENTE DESSE BELO PROJETO QUE DEVOLVE À TÃO CARENTE VIDA CULTURAL DE SALVADOR UM ESPAÇO DE GRANDE QUALIDADE E IMPORTÂNCIA HISTÓRICA. ESPERAMOS QUE EM BREVE O MESMO SEJA FEITO COM A PRÓPRIA PRAÇA CASTRO ALVES ONDE LOCALIZA-SE O CINEMA, QUE AO LONGO DOS ANOS VEM SENDO MARGINALIZADA NO CARNAVAL BAIANO. LOGO ELA QUE DURANTE MUITO TEMPO, FOI O SEU PRINCIPAL CENÁRIO E PALCO.
OUTRA EXCELENTE MATÉRIA SOBRE O CINE GLAUBER ROCHA E SOBRE OS OUTROS CINEMAS QUE FORAM FECHADOS EM SALVADOR QUE VALE A PENA SER LIDA, FOI
PUBLICADA NO JORNAL CORREIO DA BAHIA DO DIA 08 DE DEZEMBRO.
CLIQUEM NO LINK ABAIXO E CONFIRAM:

Grandes Personagens - CARLOS MARIGHELLA




Belíssimo soneto feito pelo líder comunista e revolucionário Carlos Marighella, um baiano que foi um bravo defensor de sua ideologia e que trazia além da coragem outro grande dom, o da sensibilidade de fazer belos poemas. Como o magnífico soneto "Liberdade" que transcrevo aqui.

LIBERDADE

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.

Carlos Marighella, 1939



PESQUISE E SAIBA MAIS:
Carlos Marighella   -  http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Marighella


domingo, 21 de dezembro de 2008

InTeRnEt@NdO - Folha de S.Paulo


20/12/2008 - 09h11


"Casseta" tinha humor mais adolescente


RAQUEL COZER da Folha de S.Paulo


Se não faltasse mulher no curso de engenharia da UFRJ, não haveria "Casseta".
Em 1978, como nos anos anteriores, garotas eram um artigo raro naqueles corredores do Fundão. E apenas uma entre as inflamadas publicações estudantis do lugar registrou a dimensão do problema. "O que querem os rapazes da engenharia?", estampou, em setembro, uma certa "Casseta Popular".


A campanha por mais mulheres na faculdade, movida pelos alunos Helio de La Peña, Marcelo Madureira e Beto Silva, foi infrutífera. Tampouco teve resultado a tentativa de lançar um candidato a papa --após a percepção de que a morte de papas tinha virado moda, com a adesão quase simultânea de Paulo 6º e João Paulo 1º.
Aquelas idéias, no entanto, deram margem para a "Casseta Popular" superar os limites do campus e alcançar público na zona sul do Rio. Surgia ali o braço mais antigo e, digamos, menos sofisticado do Casseta & Planeta --a outra parte da história começaria seis anos depois, com a criação do "Planeta Diário" de Hubert e Reinaldo.
Os melhores momentos desses primórdios da trupe foram organizados pelo jornalista Arthur Dapieve e estão reunidos, agora, na "Antologia Casseta Popular", que sai pela Desiderata, mesma editora que lançou "O Planeta Diário - O Melhor do Maior Jornal do Planeta".

Popular e cult

Embora fosse a origem do humor mais "babaca e adolescente" (segundo Helio de La Peña) da trupe, a "Casseta Popular" era mais cult que popular naqueles primeiros anos.
Tiradas infames como "onde você comprou essa camisa tinha pra homem?", que ainda freqüentam o repertório do Casseta & Planeta, conquistaram de cara um público carente de um humor renovado naqueles anos de abertura política.
"Até chegarmos às bancas, o que só ocorreu em 1986, éramos lidos por uma elite da zona sul. Depois, o público ampliou", diz Beto Silva. No meio tempo, Bussunda e Claudio Manoel já tinham sido agregados.

"O Bussunda [1962-2006] era um pirralho que vivia no meio da galera. Era fisicamente uma figura, e uma figura muito espirituosa. Quando quisemos abordar uma temática mais ampla, chamamos ele e o Claudio, que também circulava por ali", diz La Peña. Bussunda virou imediatamente o corpinho preferido da "Casseta" --aparecia bancando a Luma de Oliveira, a Demi Moore, e em aulas de como manter a barriga.
A temática mais ampla incluiu um aprofundamento na cobertura política. Dois momentos marcam essa fase da "Casseta", no auge da fama pré-Globo: as eleições municipais de 1988 e as federais de 1989.
Em 1988, quando as eleições corriam mornas no Rio, a revista adotou o macaco Tião, do zoológico do Rio, e iniciou uma campanha incisiva que levaria o animal ao terceiro lugar naquele pleito, com 9,5% do total de votos para prefeito.

No ano seguinte, os cassetas iriam à rua pesquisar, por exemplo, "quem é o candidato mais viado" (categoria vencida por Fernando Gabeira) e "de qual candidato você colaria numa prova" ("A carteira atrás do Brizola ficaria apinhada de gente", conclui a "Casseta").

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

InTeRnEt@NdO - Folha Online


12/12/2008 - 08h44


Globo relança "Escolinha" em DVD; Band estréia sua própria
FERNANDA EZABELLA colaboração para a Folha de S.Paulo


Como diria o simpático, porém muquirana, judeu Samuel Blaustein, "fazemos qualquer negócio". É nesse espírito saudoso, porém pouco generoso, que chega o lançamento do DVD "Escolinha do Professor Raimundo", programa da TV Globo criado por Chico Anysio, exibido diariamente, sem interrupção, por cinco anos.

Apesar da longevidade, o DVD tem apenas episódios do ano de estréia, 1990, num disco de três horas. No único extra, está uma aula de 1991, na qual os alunos levaram os pais.
O formato da escolinha foi criado pelo humorista em 1952 para uma rádio. Na mesma década, migrou para TV e passou por algumas modificações até virar programa solo da Globo.
Inspirou outras genéricas, como a "Escolinha do Barulho", na Record, e "Escolinha do Golias", no SBT. Agora, a Band lança na segunda "Uma Escolinha Muito Louca", liderada por Sidney Magal. O programa será de segunda a sexta, às 20h15.

"O humor da "Escolinha" é popular, não tem a acidez do CQC, a proposta é outra, mas buscamos a inovação e o frescor com personagens novos", diz Elisabetta Zenatti, diretora de programação da Band. Entre os novos alunos, estão alguns clichês de São Paulo, como o oriental da rua 25 de Março, o típico motoboy e a operadora de telemarketing. Tem também um funkeiro e uma passista mulata.

No programa original, Chico Anysio misturava jovens comediantes, como Claudia Jimenez e Sérgio Mallandro, com veteranos do humor, como Costinha (1923-1995) e Grande Otelo (1915-1993). Ficou famoso pelos bordões, como o citado acima, do ator Marcos Plonka.

No especial de 1991 no DVD, estão Renato Aragão, como pai de Baltazar da Rocha (Walter D'Ávila, 1913-1996) e Mario Lago (1911-2002), pai de Rolando Lero (Rogério Cardoso, 1937-2003). No restante do disco, são duas horas de aulas, sem nenhum intervalo, uma grudada na outra. Como diria Seu Boneco (Lug Paula): "Ei chefia, que horas é a merenda?".


ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO
Quanto: R$ 32, em média
Distribuidora: Globo Marcas
Classificação: não recomendado a menores de 10 anos


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

RÁDIO DE LUTO - Morte de Pacheco Filho


AINDA SOBRE PACHECO FILHO

Na última terça (02) o rádio baiano perdeu um dos seus maiores talentos, o comunicador Pacheco Filho que faleceu vítima de parada cardio-respiratória aos 82 anos de idade.

Pacheco ainda lúcido e com grande vigor e entusiasmo comandava o seu "Almoçando com Pacheco Filho" aos sábados e domingos na Metrópole FM 101,3 www.radiometropole.com.br.

Em sua homenagem colocamos aqui dois pequenos trechos de uma entrevista que Pacheco deu na própria Metrópole no programa de Mário Kertész que teve um grande gesto ao resgatar Pacheco para o rádio da Bahia lhe dando espaço na sua emissora para o grande locutor que no passado foi a maior audiência da radiofonia baiana. No comando do programa "Só para mulheres", Pacheco Filho teve tanta popularidade que se elegeu vereador em Salvador.

Algo hilário na lembrança de Pacheco. A história que o impagável colega Abraão Britto da Rádio Metrópole conta. De um desabafo que Pacheco fez no seu programa com sua peculiar categoria, ele descreve uma cena presenciada por ele próprio num transporte coletivo da capital baiana, o cumprimento de dois malandros. 

Blog Documento - Revista O CRUZEIRO




O Cruzeiro - 15 de setembro de 1970

O LADO HUMANO DE WILSON SIMONAL

As reportagens sôbre artistas quase sempre focalizam dois aspectos: a sua vida amorosa e privada, e a sua riqueza, real ou pressuposta.

No primeiro caso, as publicações escandalosas se fartam no devassar de intimidades, dando dimensões extraordinárias a fatos que seriam corriqueiros na vida do homem, comum, que dessas vicissitudes ninguém se livra.

As publicações regulares, em suas colunas especializadas, se fazem mensageiras da cegonha que vai chegar, cupidos de amôres nem sempre verdadeiros, arautos da elegância e do bem-vestir, e também profetas agourentos de desquites e separações.

No segundo caso, a prosperidade do artista, quando levada a público através de qualquer meio de comunicação, traz sempre objetivo oculto. Raramente essa prosperidade, muitas vêzes vista através de poderosas lupas, é exposta e alardeada com a alegria dos que se sentem bem sabendo alguém vitorioso. Pelo contrário, nas entrelinhas há um travo de despeito, de inveja, de amargor.

Partindo dêsse princípio, o artista que se tornou um vitorioso, se compra um automóvel ou um apartamento, se procura garantir o futuro, a velhice, e arruma o chamado pé-de-meia, ao público logo se informa a marca do automóvel, o preço, a área do apartamento em todos os seus detalhes e respectivo custo, o número de letras de câmbio que foram compradas.

Dir-se-á que o artista famoso pertence mais ao público que a si mesmo, e que, por isso, ao público devem ser dadas certas informações. Em têrmos. Porque a insistência em tôrno dos muitos milhares ganhos, dos cachês fabulosos, dos contratos astronômicos - na maioria irreais e fermentados, também, pela máquina publicitária - deixa a impressão de que os seus veiculadores são, na realidade, refinados dedos-duros da fiscalização tributária.

O OUTRO LADO

Se o açodamento publicitário em tôrno da vida privada do artista e de sua prosperidade não tem limites, em contraposição o silêncio sôbre os seus atos de bondade e de desprendimento, também é uma constante. Certo que determinados artistas seguem o preceito de fazer o bem sem saber a quem, escondem quanto podem as suas benemerências, não desejam sôbre elas qualquer tipo de publicidade. Mas, se êsses gestos magnânimos, se essas atitudes raramente encontradas até em indivíduos que já nasceram sob as bênçãos da fortuna, são conhecidas do público, lamentàvelmente ninguém bate palmas, ninguém abre a roda, ninguém grita ôba!

WILSON SIMONAL

Simonal foi um menino pobre. Deu duro, foi tudo na vida, até cobrador fantasiado de vermelho pelas ruas. Hoje, Wilson Simonal é artista famoso e o seu nome lota estádios. Simonal é um artista caro. Quem o contrata sabe que vai ganhar dinheiro, muito dinheiro. Êle paga o seu conjunto musical, os Simonautas, constituído de excelentes músicos. Mas, quando se publica que o cachê de Simonal é de 30.000 cruzeiros, há o espanto!

O que não se diz, o que não causa espanto, é que Simonal, sendo um artista caro, é também uma excelente figura humana, apresentando-se sem ganhar um centavo, quando se trata de cantar para os que precisam. E queremos aqui dar o nosso testemunho, de público.

Procuramos Simonal para fazer um número - um só número - no Programa Flávio Cavalcanti. Simonal impôs condições:
- Só se fôr um show de quarenta e cinco minutos, sem interrupção produzido pela minha própria agência, a Simonal Produções. Sairá um espetáculo da pesada...
- Tá bem, Simona, mas quanto vai custar isso tudo?
- Precinho camarada, de amigo: 30.000 cruzeiros...

A equipe de produção estremeceu. Não havia essa verba. Estava estourada. Mas aí entrou a Shell. Deu o dinheiro a Flávio Cavalcanti para pagar ao Simonal. Simonal recebeu o dinheiro e devolveu a Flávio Cavalcanti: para a Casa dos Meninos de Petrópolis.

Oitenta crianças desvalidas foram beneficiadas por Wilson Simonal. Os artistas que ganham muito, que ganham bem, que ganham o que realmente merecem, também têm dessas coisas. Mas o silêncio é profundo. Mas Deus acaba sabendo de tudo.



O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva - http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/

PARA CONHECER MAIS SOBRE A REVISTA O CRUZEIRO CLIQUE NO LINK : http://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_O_Cruzeiro

PARA CONHECER MAIS SOBRE WILSON SIMONAL: