segunda-feira, 20 de outubro de 2008

As Feras do Rádio Esportivo



WALDIR AMARAL,
O MAIS CATEGORIZADO LOCUTOR ESPORTIVO DO BRASIL





Locutor esportivo brasileiro nascido em Goiânia, Estado de Goiás, um dos criadores do que se convencionou chamar de futebol-show, no qual as transmissões radiofônicas tentam “mostrar” o jogo para o ouvinte de um modo mais agradável e leve.
Waldir ficou famoso pelos bordões que criou durante as narrações de futebol, como Indivíduo competente, O relóóógio maarcaaa e Tem peixe na rede e também pelos apelidos que criou e que acompanharam para sempre alguns jogadores, como Galinho de Quintino, para o jogador Zico. Iniciou sua carreira em Goiânia na Rádio Clube e mudou-se para o Rio de Janeiro onde conseguiu emprego como locutor comercial na Rádio Tupi (1948). Teve a sua primeira chance no jornalismo esportivo na Rádio Mauá, como auxiliar na equipe de Jayme Moreira Filho, mas foi na rádio Continental, onde se integrou à equipe de Gagliano Neto, que narrou seu primeiro jogo. Passou por outras emissoras como Mayrink Veiga e Nacional e até mesmo pela televisão, mas firmou o seu nome na radiofonia esportiva na Rádio Globo (1961-1983). Lá exerceu, além da função de narrador, a chefia do Departamento de Esportes do Departamento Comercial. Formou o top do rádio esportivo com nomes como Jorge Curi, João Saldanha, Mário Vianna entre outros. Em 40 anos de profissão, assistiu a nove Copas do Mundo e a uma Olimpíada.
A dobradinha com o outro monstro sagrado do nosso rádio, Jorge Curi, ocorreu na Copa do Mundo de 1970 no México quando foi criado para a transmissão do evento um pool formado pelas rádios Nacional onde Curi era o titular e Globo onde Waldir era a estrela. O Formato caiu no gosto do torcedor: Um tempo de jogo para cada um. Após a Copa, Curi veio para a Globo e o rádio esportivo com essa dobradinha nunca mais foi o mesmo. Ali aconteceu a popularização da transmissão esportiva no Brasil. A dupla ao lado de João Saldanha e depois de Ruy Porto, do comentarista de arbitragem Mário Vianna e dos repórteres inicialmente apelidos de trepidantes (na visão criativa de Waldir davam notícias tão bombásticas que trepidavam à estrutura de cimento do Maracanã) Washington Rodrigues, o Apolinho e Deni Menezes e depois a dupla chamada de "Os craques da Informação" Kléber Leite e Iata Ânderson e depois Kléber e Loureiro Netto e mais o plantonista Jairo de Souza, faziam um verdadeiro show à parte nos grandes clássicos cariocas e nos jogos da Seleção Brasileira. Sem dúvida que o lance mais marcante na voz de Waldir foi a narração do milésimo gol de Pelé no Maracanã no jogo Santos e Vasco:
"Pelé, mil gols! "Pelé, o mundo a seus pés!" Assim descreveu o histórico gol do Rei do futebol.
Depois da Rádio Globo onde saiu em 1984 teve passagens pela Rádio Jornal do Brasil e pela Rádio Nacional onde transmitiu a Copa do México em 1986.
Com seu estilo inconfundível, voz anasalada e criatividade infinita, Waldir Amaral é com justiça denominado como um dos maiores cobras da radiofonia esportiva brasileira.
Waldir morreu em 1997 no Rio de Janeiro, de insuficiência coronariana quando tinha 71 anos. No dia da morte de Waldir a Rádio Globo lhe prestou uma justíssima homenagem. Mudou o nome da sua cabine nº 10 de transmissão no Maracanã de "Cabine Pelé" para "Cabine Waldir Amaral" . Ao lado de Osmar Santos é o mais criativo narrador esportivo da história do rádio.
INDIVÍDUO COMPETENTE
Ao lado do paulista Osmar Santos Waldir Amaral é o mais criativo narrador esportivo da História do Rádio no Brasil. Criou expressões como - "Calibra o centro, executa, entra Zico de cabeça é goool!!!!!" Depois do gol, o tradicional : "tem peixe na rede do Vasco, choveu na horta do Mengão campeão". E a música imortal, que ecoa nos porões da memória e finca na saudade tal e qual bambu embaixo da unha: "Que bonito éééé/A bandeira tremulando/A torcida delirando/Vendo a rede balançar..."

Pelas mãos de Waldir e pelo seu olho clínico foram descobertas e passaram feras do quilate de José Carlos Araújo, Édson Mauro, Luiz Penido, Loureiro Neto, Gilson Ricardo e tantos e tantos outros. Se o rádio fosse um ser humano e pudesse falar por sua própria boca, certamente ao ver o Waldir Amaral pronunciaria a seguinte frase:
- "Muito obrigado waldir por tudo que você me fez"...
BORDÕES E APELIDOS GENIAIS CRIADOS POR WALDIR


Garrincha, o 'Demônio das pernas tortas'
Zico, o Galinho de Quintino
Rondinelli, o Deus da raça (zagueiro do Flamengo do final dos anos 70)
Indivíduo competente (o cara que fazia o gol ou uma grande jogada)
Caldeirão do Diabo (grande área)
O Casal 20 (dupla de artilheiros e atacantes do Fluminense Assis e Washington)
Tem peixe na rede... (gol)
Estão desfraldadas as bandeiras ... (torcida comemorando)
deixa Comigo! (bordão que usava na volta da sua vinhêta: Waldiiir Amaral !)
O relógio marca... (chamada do tempo de cinco em cinco em minutos)
Está adormecido o Gigante do Maracanã (final da transmissão)
Vascão da Colina (apelido do Vasco da Gama)
Jogada embrasada (jogada perigosa)
Tem fumaça de gol (perspectiva real de gol)
Avança a patota tricolor (jogada em que vários jogadores participavam)
cutuca o atacante (passe curto)
10 é a camisa dele... (identificação de quem fez o gol)
GOLS HISTÓRICOS NA VOZ DE WALDIR AMARAL CLIQUE NO LINK E
FAÇA OS DOWNLOADS:
01 - ESTRÉIA DE RIVELINO NO FLUMINENSE GOL CONTRA O CORINTHIANS AMISTOSOS 1975
02 - GOL DE MICKEY NO TÍTULO BRASILEIRO DO FLUMINENSE DE 1970 CONTRA O ATLÉTICO-MG
03 - GOL DE RIVELINO CONTRA O AMÉRICA FINAL DA TAÇA GUANABARA 75

1 comentários:

B.E.C disse...

Paulo, fico encantada com estas histórias sobre esses profissionais brilhantes. Bem diferente do que temos hoje em dia. Queria ter vivido naquela época viu.

Parabens!!